Mas porque Almas Castelos? Eu conheci algumas. São pessoas cujas almas se parecem com um castelo. São fortes e combativas, contendo no seu interior inúmeras salas, cada qual com sua particularidade e sua maravilha. Conversar, ouvir uma história... é como passear pelas salas de sua alma, de seu castelo. Cada sala uma história, cada conversa uma sala. São pessoas de fé flamejante que, por sua palavra, levam ao próximo: fé, esperança e caridade. São verdadeiras fortalezas como os muros de um Castelo contra a crise moral e as tendências desordenadas do mundo moderno. Quando encontramos essas pessoas, percebemos que conhecer sua alma, seu interior, é o mesmo que visitar um castelo com suas inúmeras salas. São pessoas que voam para a região mais alta do pensamento e se elevam como uma águia, admirando os horizontes e o sol... Vivem na grandeza das montanhas rochosas onde os ventos são para os heróis... Eu conheci algumas dessas águias do pensamento. Foram meus professores e mestres, meus avós e sobretudo meus Pais que enriqueceram minha juventude e me deram a devida formação Católica Apostolica Romana através das mais belas histórias.

A arte de contar histórias está sumindo, infelizmente.

O contador de histórias sempre ocupou um lugar muito importante em outras épocas.

As famílias não têm mais a união de outrora, as conversas entre amigos se tornaram banais. Contar histórias: Une as famílias, anima uma conversa, torna a aula agradável, reata as conversas entre pais e filhos, dá sabedoria aos adultos, torna um jantar interessante, aguça a inteligência, ilustra conferências... Pense nisso.

Há sempre uma história para qualquer ocasião.

“Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc. 16:15)

Nosso Senhor Jesus Cristo ensinava por parábolas. Peço a Nossa Senhora que recompense ao cêntuplo, todas as pessoas que visitarem este Blog e de alguma forma me ajudarem a divulga-lo. Convido você a ser um seguidor. Autorizo a copiar todas as matérias publicadas neste blog, mas peço a gentileza de mencionarem a fonte de onde originalmente foi extraída. Além de contos, estórias, histórias e poesias, o blog poderá trazer notícias e outras matérias para debates.
Agradeço todos os Sêlos, Prêmios e Reconhecimentos que o Blog Almas Castelos recebeu. Todos eles dou para Nossa Senhora, sem a qual o Almas Castelos não existiria. Por uma questão de estética os mesmos foram colocados na barra lateral direita do Blog. Obrigado. Que a Santa Mãe de Deus abençoe a todos.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Nossa Senhora de Loreto, padroeira dos aviadores


Segundo piedosa tradição, a Santa Casa onde se deu a Encarnação do Verbo e viveu a Sagrada Família deslocou-se pelos ares no século XIII, da Terra Santa até a Itália, para não cair nas mãos dos maometanos.

Milagres confirmam a autenticidade dessa preciosa relíquia.
A história do famoso Santuário de Loreto começa com uma inesperada viagem aérea, no ano de 1291. As Cruzadas haviam terminado e os católicos acabavam de perder o último baluarte que possuíam na Terra Santa.

Os fiéis da verdadeira religião de Nosso Senhor Jesus Cristo, conhecedores das profanações cometidas pela barbárie dos muçulmanos, tremiam ao pensar que a Santa Casa de Nazaré, onde a Sagrada Família viveram tantos anos, cairia em mãos indignas. Como protegê-la?
Nosso Senhor, que na Sua paixão permitiu que O crucificassem, entretanto não permitira que Nossa Senhora fosse sequer tocada. Em Sua infinita sabedoria, consentiu que algo semelhante a sua crucifixão acontecesse naquele triste findar do século XIII: que o Santo Sepulcro fosse conquistado, impedindo contudo que a Santa Casa fosse atingida.

E para espanto dos habitantes da Palestina, a Casa elevou-se pelos ares, sendo transportada por invisíveis mãos de Anjos, rumo ao mar Mediterrâneo.
Se foi grande a surpresa dos que observaram a partida, muito maior foi o pasmo dos que presenciaram a chegada.

Na cidadezinha de Tersatz, situada na Dalmácia (costa croata do Mar Adriático), jamais se vira coisa semelhante. Além disso, a aparição foi corroborada pelo primeiro milagre: o vigário do local, que estava doente há três anos, de cama, corria agora por todas partes, comunicando que Nossa Senhora lhe aparecera, o curara e lhe havia dito ser aquela a Casa onde se dera a Encarnação do Verbo!
O Governador da região, desejando esclarecer o assunto, determinou que fossem enviados quatro emissários à Terra Santa. A finalidade de tal expedição era verificar se realmente a Casa de Nazaré havia desaparecido de seu local originário, se as medidas da casa concordavam com as dos alicerces que restavam na Terra Santa, etc. Os ditos emissários voltaram confirmando todos os dados: a Casa que aterrisara na Dalmácia era a mesma na qual vivera a Sagrada Família em Nazaré!

Mas não era este o local escolhido pela Providência para fixar definitivamente a Santa Casa. Transcorridos três anos, ocorreu novo milagre: a Casa de Nazaré voltou a se elevar nos ares e tomou a direção da Itália, sobre as águas do mar Adriático.
Assim, em 10 de dezembro de 1294 apareceu ela em território italiano, junto a um bosque de loureiros (de onde vem o nome Loreto), próximo à cidade de Recanati, região de Ancona, na costa do Mar Adriático.
Uma Casa que se mantém de pé... sem fundamentos!

"Eu não acredito nestas historias!" poderia exclamar algum cético. Para ele o milagre não pode existir, pois só aceita argumentos estritamente "científicos". Em atenção à objeção desse eventual cético, ocorre-nos apresentar alguns argumentos, que mostram ser a Casa de Loreto a mesma Santa Casa de Nazaré, onde viveu a Sagrada Família. Não se trata, pois, de convencer os que têm fé. Pois para quem acredita que Deus se fez Homem e nasceu de uma Virgem, como pode considerar irrealizável para a Divina Providência conduzir pelos ares uma casa?

1) A Santa Casa de Loreto está colocada diretamente sobre o chão, sem nenhuma fundação que lhe dê solidez; e isto, de tal modo, que se pode passar uma barra de ferro por baixo dela, de um lado para o outro.

2) A pedra de que é feita não se encontra no local. Não foi utilizada para a construção de nenhuma casa da região. Pelo contrario, na região de Nazaré esse tipo de pedra é utilizada comumente nas construções. Tal argumento é tanto mais convincente se levarmos em consideração as dificuldades de transporte de materiais de construção na época medieval.

3) O "cimento" que dá coesão às pedras é feito de sulfato de cálcio e pó de carvão de madeira, desconhecido na Itália. Igualmente a viga da porta é feito de cedro, não conhecido naquela zona da Itália.

4) Mais impressionante ainda, as dimensões da Santa Casa de Loreto correspondem exatamente às das fundações que ficaram abandonadas em Nazaré...
Como explicar tantas concordâncias? Seria mera coincidência?

"O Anjo do Senhor aqui anunciou a Maria"
Para quem tem Fé não é difícil entender tantos milagres envolvendo uma casa na qual se deu o episódio central da história da humanidade: a Encarnação do Filho de Deus.
A Santa Igreja, para lembrar aos fiéis essa verdade, determinou que na Santa Casa a oração do Angelus fosse rezada de uma forma toda especial. Em vez de se dizer "O Anjo do Senhor anunciou a Maria; e Ela concebeu do Espírito Santo...", naquele Santuário reza-se assim: "O Anjo do Senhor aqui anunciou a Maria; e Ela aqui concebeu do Espírito Santo..."

Essa insigne relíquia inspirou igualmente o piedoso desejo de invocar Nossa Senhora por seus numerosos títulos; de onde nasceu a Ladainha de Nossa Senhora, conhecida como Ladainha Lauretana -- ou de Loreto --, que muitos rezam sem fazer a relação entre o nome e o local.

Muitas pessoas estranham as dimensões pequenas da Santa Casa. Esquecem que Nosso Senhor quis viver na pobreza, para nos ensinar o desapego dos bens deste mundo. Sua casa é de diminutas proporções, mas também imaculadamente limpa e ordenada, pois pobreza é diferente de desleixo. Sua arquitetura também é simples e harmônica, pois pobreza não significa feiúra e mau gosto.

Ao redor da casa foi erigida uma esplêndida basílica, na qual se encontram numerosas placas de metal com dizeres mais o menos como estes: "Homenagem da Força Aérea tal à sua Padroeira", "A Força Aérea de tal lugar em reconhecimento a sua Padroeira ao cumprir 50 anos de existência", etc.

O Papa Bento XV, mediante um Breve de 24 de março de 1920, proclamou Nossa Senhora de Loreto Padroeira dos aviadores. Por isso sua imagem encontra-se presente em numerosos aeroportos de todo o mundo, inclusive no Brasil.
Nossa Senhora quer ser invocada em todas nossas necessidades para poder nos ajudar, como Mãe que Ela é. Invoquemos, pois, Nossa Senhora de Loreto, rogando-Lhe conceder-nos a graça de mantermos sempre nossa alma elevada a Deus e desapegada de toda e qualquer criatura que dEle nos afaste.

Estudo de Valdis Grinsteins para a Revista Catolicismo

Fontes de referência:
- Edésia Aducci, Maria e seus gloriosos títulos, Editora Lar Católico, 1958, 1ª edição.
- Jean Ladame, Notre Dame de Toute L'Europe, Éditions Résiac, Montsurs, 1984.

O significado de Familia


A família é a célula básica da sociedade. A sociedade nada mais é do que a reunião de famílias, assim como na antiguidade, o crescimento das famílias dava origem as gens, cúrias e depois cidades. Por isso destruir a família é o mesmo que destruir a sociedade pela sua raiz. A Família é a primeira sociedade no qual somos introduzidos. É na família que aprendemos a boa educação para adentrarmos posteriormente na sociedade propriamente dita. Infelizmente com a crise do mundo moderno, uma das instituições mais atacadas é a família. Relação de pais e filhos está deteriorada, relação entre os cônjuges está desgastada... A piedade cristã está longe de muitas famílias.
E foi pensando na família moderna, que resolvi fazer esta postagem, cujo texto recebi por e-mail de minha amiga Taiana.

Tropecei em um estranho que passava e lhe pedi perdão.
Ele respondeu:

- Desculpe-me, por favor; também não a vi.
Fomos muito educados, seguimos nosso caminho e nos despedimos.

Mais tarde, eu estava cozinhando e meu filho estava muito perto de mim.
Ao me virar quase esbarro nele. Imediatamente gritei com ele.
Ele se retirou sentido, sem que eu notasse quão dura que lhe falei.

Ao me deitar Deus me disse suavemente:

"Você tratou a um estranho de forma cortês, mas destratou o filho que você ama. Vá a cozinha e irá encontrar umas flores no chão, perto da porta. São as flores que ele cortou e te trouxe: rosa, amarela e azul. Estava calado para te entregar, para fazer uma surpresa e você não viu as lágrimas que chegaram aos seus olhos..."

Me senti miserável e comecei a chorar. Suavemente me aproximei de sua cama e lhe disse:

-Acorde querido! Acorde! Estas são as flores que você cortou para mim?

Ele sorriu e disse:

- Eu as encontrei junto de uma árvore, e as cortei, porque são bonitas como você, em especial a azul.

- Filho, sinto muito pelo que disse hoje, não devia gritar com você.

Ele respondeu:

- Está bem mamãe, te amo de todas as formas.

- Eu também te amo e adorei as flores, especialmente a azul....

Entenda que se você morrer amanhã, em questão de dias a empresa onde você trabalha cobrirá seu lugar. Porém, a Família que deixamos sentirá a perda pelo resto da vida.

Pense neles, porque geralmente nos entregamos mais ao trabalho que a nossa Família.

Será que não é uma inversão pouco inteligente?

Então, que há detrás desta história?

Você sabe o significado de Família em inglês?

F A M I L Y:

"Father And Mother I Love You"
(Papai e Mamãe, eu os amo)

(autor desconhecido)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A formiguinha e a águia



Esta é uma estória para crianças. Transcrevo aqui como recordação das coisas que meu Pai me contava quando eu era pequeno. Meu pai faleceu sem dizer quem foi o autor da estória. Mas pela beleza e inocencia, acredito que possam ter algum proveito. O papel das estórias na formação das crianças é um fator fundamental. Despertar o senso de maravilhoso é ajudar a manter a inocencia e incentivar o gosto pela beleza.


PARTE I – A FORMIGA

Foi num dia muito especial, desses em que o sol desfila com sua majestade e brilho, que em certo formigueiro, nasceu uma formiguinha. Logo ao nascer, observava tudo. Um movimento de formigas que vem e que vão... Viu uma abertura com um clarão. Foi em busca dessa abertura e ao sair do formigueiro, ela ficou completamente paralisada: Quanta beleza! Quanta maravilha! Ela ficou encantada com o brilho do sol, com as flores coloridas e perfumadas, com tudo que estava em sua volta. Ela estava tão entusiasmada com tanta beleza na natureza e com as coisas grandiosas que Deus fez, que teve a certeza de que não nascera para morar naquele formigueiro no meio da terra, num buraco escuro no chão...

Sentiu logo de cara que tinha nascido para uma grande vocação. Viver em buracos no chão, escuro, em galerias subterrâneas... não era para ela.

Não, realmente aquela formiguinha não tinha nascido para o comum. Ela tinha algo de especial. Um brado de grandeza clamava para uma coisa maior. A formiguinha ouvia para além do horizonte um eco de sublimidade que a chamava. Grandeza e Glória: eram essas as palavras que moviam sua vocação. Foi assim que ela deixou o formigueiro e a vida comum das formigas e partiu.

Em sua caminhada se deparou com uma grande floresta. Parou e pensou se não seria arriscado demais entrar naquela floresta assustadora. Pensou até em voltar ao formigueiro. Mas uma voz mais forte a chamava para além daquilo: Grandeza e Glória. Ela tinha que seguir. Se tivesse coragem de adentrar aquela densa floresta, certamente teria a Grandeza e a Glória. E assim fez.

(Porém, na verdade, aquilo não era nenhuma floresta, mas simplesmente um gramado. Mas para a formiguinha que era pequenina tudo aquilo era uma imensa floresta.)

Continuou heroicamente a caminhas pela densa grama, mas não achava nem a Grandeza e nem a Glória. De repente a formiguinha encontrou uma enorme pedra de ouro, tão grande e dourada que ela pensou: achei a Grandeza e a Glória. Com esse ouro terei Grandeza e muita Glória.

(Contudo não era nenhuma pedra de ouro. Era tão somente um grão de milho que estava no caminho. Mas para a formiguinha aquilo era uma pedra de ouro.)

Porém tão grande, tão pesada, que a formiguinha não conseguia nem sequer levantar do chão. Então, muito triste, resolveu deixa-la para traz, pois não conseguia carrega-la mesmo.

Avante! Vamos para frente! Depois de algum tempo de caminhada a formiguinha se deparou com um rio enorme... Ora essa! Que rio maravilhoso – pensou. Se eu conseguir atravessa-lo certamente falarão que comigo está a Grandeza e a Glória. Mas como atravessar esse rio?

(Na verdade era um pequeno filete de água que escorria pelo caminho, mas para a formiguinha aquilo, sem duvida era um grande rio).

Percorrendo a margem do "rio", rezava para que Nossa Senhora lhe desse coragem. Só pensava em encontrar a Grandeza e a Glória. De repente um vento sacode as plantas e uma das folhas se curva e faz uma pequena ponte. A formiga se alegrou, atravessou correndo pela ponte e logo do outro lado se ajoelhou para agradecer milagre tão estupendo. Mas logo que se levantou, caiu em si: “Que mérito tive eu em atravessar o rio?” Então partiu novamente, sempre na linha do horizonte em busca da Grandeza e da Glória.

O cansaço vinha chegando. Andava, andava... sem parar, sem qualquer descanso. De repente mais uma surpresa: e dessa vez surpresa com requinte, pois viu uma coisa brilhante na ponta de uma flor. Seria um cristal? Correu ao encontro do cristal e viu um objeto mais brilhante ainda no chão. Agora sim, um cristal e um belíssimo diamante.

(Na verdade aquele diamante, não passava de um cristal de açúcar, mas para a formiguinha aquilo era um diamante, e o cristal, nada mais do que uma gota de orvalho)

Dessa vez não mediu esforços. Subiu na flor para apanhar o cristal, mas ao chegar perto o cristal rolou e sumiu na terra. Qual não foi a tristeza da formiga. Mas ainda havia o diamante. Pôs o diamante nas costas e levou consigo para a sua Grandeza e Glória.

Já caminhava há muito tempo. O cansaço dominava-lhe todo o corpo. Não sabia ao certo para onde estava indo. Pensou até em desistir da caminhada e voltar ao formigueiro. Mas sabia que algo lhe chamava para a sublimidade ainda maior. Pensava: "Se Deus colocou no meu caminho tantas maravilhas como ouro e diamante, que coisas estarão me aguardando no final deste caminho ? Não, não posso desistir agora. Sinto que a grandeza para o qual fui chamado é muito maior do que tudo isso, vale a pena qualquer sacrifício." E assim, como chegava a noite, resolveu dormir para prosseguir a viagem no dia seguinte.

A formiguinha admirava a noite, as estrelas e o brilho misterioso da lua, e cada vez mais sentia forças para prosseguir sua caminhada.

Ao amanhecer teve uma agradável surpresa. Foi acordada pelo canto de uma cigarra. Depois de procurar ardente cantor, se aproximou. Mas a formiguinha pensava se tratar de um anjo, pois nunca tinha ouvido tal cantoria. Além do mais tal cantor tinha asas, certamente era um anjo enviado para lhe mostrar a Grandeza e a Glória. Depois de admirar o canto diferente, elogiou-o e disse que não poderia ir embora sem presentear aquele anjo com um maravilhoso diamante. Que com esse presente queria que o anjo lhe indicasse onde estão a Grandeza e a Gloria.

A cigarra muito agradecida tratou logo de saborear aquele "cristal", aquele grãozinho de açúcar tão saboroso. Estranhando o que a formiga lhe pedia, mesmo assim indicou: “Vá adiante, que a Grandeza e a Glória lhe esperam”

Assim a formiguinha prosseguiu a caminhada alegremente. Agora com a certeza das palavras do Anjo.

Depois de muito caminhar, parou espantada:

- Por isso que a terra é tão iluminada desse jeito. Com tantos sóis iluminando-a... E que interessante, como esses sóis são perfumados...

(Mas não eram sóis, eram laranjas madurinhas penduradas em uma laranjeira, mas para a formiguinha aquilo eram sóis.)

Atrás da “árvore dos sóis”, havia algo que a formiguinha jamais tinha visto. Aquilo lhe dava uma sensação de Grandeza e de Glória jamais encontrada. Ao mesmo tempo uma tranqüilidade de espírito tão grande...

Ela sabia. Tinha chegado. Ali estavam a Grandeza e a Glória...


PARTE II – A ÁGUIA


Enquanto isso, do outro lado da floresta, havia uma montanha alta e escarpada. A vida de quem ali mora é grandiosa, cheia de epopéia, de glória, de horizontes grandiosos, de maravilhas especiais. Ali, do alto da montanha, se enfrentam ventos bravios, tempestades, raios e trovões...

Ali está a águia, entre as rochas sólidas, no topo da montanha, fitando o horizonte e cuidando do seu ninho. Toda a manhã sai de seu ninho para fazer seu vôo majestoso.

No ninho, dois filhotes da águia. Abrindo os olhos eles admiravam o horizonte. Para certas criaturas a grandeza faz parte de sua vida. Ao começar a voar, um dos filhotes subiu muito alto e fitando o sol bradou: “oh sol! oh horizonte! Não haverá Grandeza e Glória maiores que vós?”

E assim o filhote de águia sentiu no peito um chamado do céu. Tua vocação é a grandeza e a glória.

Assim, tomou uma decisão: não voltaria mais à montanha escarpada, pois a Grandeza e a Glória a esperavam.

Depois de muito voar, achou um castelo. Um castelo com muralhas grossas e torres majestosas. Pensou: o castelo é voltado para as grandes guerras, haverá muitos heróis e muita Grandeza. Devo ficar aqui. Procurou a melhor torre e ali fez sua morada.
De lá observava tudo. Pensava que ali teria encontrado a verdadeira Grandeza e a verdadeira Glória. No entanto começou perceber que muitas guerras se davam por vaidades, torneios sem fundamento por mero orgulho... buscavam não a verdadeira glória, mas a vã glória.

A águia viu então que não era naquele castelo com torres fortíssimas que morava a verdadeira Grandeza, a verdadeira Glória.

Levantou vôo e foi para a imensidão azul do céu, nas alturas da epopéia para encontrar a verdadeira Grandeza, a verdadeira Glória.

Voou muito, percorreu muitos campos e serras e avistou ao longe, um palácio. Foi se aproximando e voando em círculos. Observou a delicadeza e a elegância das torres e de toda a construção. Aquilo tudo era tão maravilhoso que a águia chegou a pensar: Aqui realmente estão a Grandeza e a Glória.
Procurou uma das mais belas torres, e ali fez sua morada.

No entanto o palácio era sacudido constantemente por revoltas, traições, jogos de interesses políticos, bajulações e compra de prestígios, golpes de estado...

Que decepção! A águia viu que não estava naquele majestoso palácio a verdadeira Grandeza, a verdadeira Glória.

Mais uma vez, levantou vôo e foi para a imensidão azul do céu. Dessa vez voou muito alto, e por muito tempo, com velocidade que só os que anseiam por grandeza tem a coragem de se enveredarem.

E tendo observado muitos lugares pelos quais passou, em nenhum deles encontrou a verdadeira Grandeza, a verdadeira Glória.

Por fim depois de voar dias e mais dias, avistou um lugar de muita Grandeza. Mas desconfiada, voou ao redor por várias vezes. Mas algo ali acontecera. Um som metálico saído de uma das torres convidava a águia a ali pousar. Logo em seguida um coro de vozes serenas entoavam uma bela canção que se elevava até o céu. Ali havia verdadeira Grandeza e verdadeira Glória.

Nessa torre a águia fez sua morada e sentiu em sua alma e em seu coração a Grandeza e Glória que jamais havia sentido em toda a sua vida.
No entanto ela não estava só: logo abaixo havia uma pequena formiguinha cavando um buraquinho para fazer sua morada também.
Era a torre de uma belíssima igreja de onde se ouvia o som metálico dos sinos e o canto suave do gregoriano dos monges de Nossa Senhora.

Ali se trava a maior de todas as guerras: a luta contra si mesmo, uma vida de orações e sacrifícios. Ali Nossa Senhora vence, e o demônio é derrotado.
Ali se tem a maior de todas as Grandezas e a maior de todas as Glórias, pois no sacrário está verdadeiramente Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Boa vontade


Tendo um homem adquirido uma fazenda, encontrou-se, dias depois, com um de seus vizinhos.

- O senhor comprou esta propriedade? - perguntou-lhe o vizinho em tom quase agressivo.

- Comprei-a, sim, meu amigo!

- Pois sinto dizer-lhe que vai ter sérios aborrecimentos. Com as terras, comprou, também, uma questão nos tribunais.

- Como assim? Não compreendo!

- Vou explicar. Existe uma cerca, construída pelo proprietário anterior, fora da linha divisória. Não concordo com a posição dessa cerca. Desejo defender os meus direitos e vou demandar.

- Peço-lhe que não faça semelhante coisa - retorquiu o proprietário. - Acredito na sua palavra. Se a cerca não está no lugar devido iremos e consertaremos tudo de perfeito acordo.

- O senhor está falando sério?

- É claro que estou!

- Pois se é assim - respondeu o reclamante - a cerca ficará como está. O senhor é um homem honrado e digno. Faço mais questão de sua amizade do que de todos os alqueires de terra.

E os dois vizinhos tornaram-se amigos inseparáveis, e essa amizade foi de grande utilidade para ambos.

Recebamos, sempre, com simpatia e boa-vontade aqueles que se aproximam de nós. A simpatia e a boa-vontade repousam na mansidão.
A mansidão é uma das virtudes mais importantes da alma verdadeiramente cristã.

Os principais atos dessa virtude são:

1.° não permitir que se apodere de nossa alma outra ira senão a santa; irar-se contra o pecado, não contra o pecador; moderar a ira justa;

2.° não se enfadar por bagatelas, nem tomar como ofensa o que na realidade não o é;

3.° perdoar, por amor de Deus, as ofensas recebidas; não guardar rancor;

4.° ser afável com todos e não dar a ninguém motivo de irar-se.

Não se deve confundir a mansidão com certa apatia natural, nem com a interessada afabilidade dos mundanos, nem com a indiferença afetada dos estóicos, nem com o gênio tímido dos
apoucados; porque estas qualidades, ainda que possam ter a aparência da mansidão, na realidade estão muito longe de o ser por faltar o motivo virtuoso e sobrenatural.
A ira nem sempre é má. É má quando falta o motivo justo ou quando passa do justo modo e medida.
Há também uma ira justa como foi a de Jesus quando expulsou do templo os vendilhões. "Irai-vos, porém não pequeis".

Pecam por ira os impetuosos que se enfadam por motivos insignificantes, os iracundos que se enfurecem demasiadamente, os rancorosos que guardam por muito tempo a lembrança das injúrias sofridas, os vingativos que não descansam até se terem desforrado.

(“Lendas do Céu e da Terra” – Malba Tahan)

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Todo Mundo e Ninguém


O trecho abaixo é parte de uma peça maior, chamada AUTO DA LUSITÂNIA (no século XVI, chama-se auto ao drama ou comédia teatral), representada pela primeira vez em 1532. A obra é de autoria do criador do teatro português, Gil Vicente.

Entra Todo o Mundo, rico mercador, e faz que anda buscando alguma cousa que perdeu; e logo após, um homem, vestido como pobre. Este se chama Ninguém e diz:

Ninguém: Que andas tu aí buscando?
Todo o Mundo: Mil cousas ando a buscar:
delas não posso achar, porém ando porfiando
por quão bom é porfiar.

Ninguém:
Como hás nome, cavaleiro?
Todo o Mundo: Eu hei nome Todo o Mundo
e meu tempo todo inteiro
sempre é buscar dinheiro
e sempre nisto me fundo.
Ninguém: Eu hei nome Ninguém, e busco a consciência.
Belzebu: Esta é boa experiência: Dinato, escreve isto bem.
Dinato: Que escreverei, companheiro?
Belzebu: Que ninguém busca consciência. e todo o mundo dinheiro.

Ninguém: E agora que buscas lá?
Todo o Mundo: Busco honra muito grande.
Ninguém: E eu virtude, que Deus mande
que tope com ela já.
Belzebu: Outra adição nos acude:
escreve logo aí, a fundo,
que busca honra todo o mundo
e ninguém busca virtude.

Ninguém: Buscas outro mor bem qu'esse?
Todo o Mundo: Busco mais quem me louvasse
tudo quanto eu fizesse.
Ninguém: E eu quem me repreendesse em cada cousa que errasse.
Belzebu: Escreve mais.
Dinato: Que tens sabido?
Belzebu: Que quer em extremo grado
todo o mundo ser louvado, e ninguém ser repreendido.

Ninguém: Buscas mais, amigo meu?
Todo o Mundo: Busco a vida a quem ma dê.
Ninguém: A vida não sei que é, a morte conheço eu.
Belzebu: Escreve lá outra sorte.
Dinato: Que sorte?
Belzebu: Muito garrida:
Todo o mundo busca a vida
e ninguém conhece a morte.

Todo o Mundo: E mais queria o paraíso, sem mo ninguém estorvar.
Ninguém: E eu ponho-me a pagar quanto devo para isso.
Belzebu: Escreve com muito aviso.
Dinato: Que escreverei?
Belzebu: Escreve que todo o mundo quer paraíso
e ninguém paga o que deve.

Todo o Mundo: Folgo muito d'enganar, e mentir nasceu comigo.
Ninguém: Eu sempre verdade digo
sem nunca me desviar.
Belzebu: Ora escreve lá, compadre,não sejas tu preguiçoso.
Dinato: Quê?
Belzebu: Que todo o mundo é mentiroso, E ninguém diz a verdade.

Ninguém: Que mais buscas?
Todo o Mundo: Lisonjear.
Ninguém: Eu sou todo desengano.
Belzebu: Escreve, ande lá, mano.
Dinato: Que me mandas assentar?
Belzebu: Põe aí mui declarado, não te fique no tinteiro:
Todo o mundo é lisonjeiro, e ninguém desenganado.

domingo, 21 de novembro de 2010

Nossa Senhora quis vir ao Brasil


Desde quando eu era muito jovem sempre tive muita devoção à Nossa Senhora do Bom Conselho. Também sempre gostei da Companhia de Jesus e da história dos Jesuítas. Santo Inacio de Loyola, São Francisco Xavier e o Beato Padre José de Anchieta eram assuntos de cujos livros eu lia muito. A relação dos jesuítas com Nossa Senhora do Bom Conselho me animou muito a postar esta história belíssima.

Uma pequena palavra sobre o marques de Pombal. Foi um maçon fanático que, por onde esteve, perseguiu duramente a Igreja católica. No Brasil impediu Santo Frei Galvão de fundar o Mosteiro da Luz. Foi implacavel e cruel perseguidor dos jesuítas expulsando-os de todos os lugares em que estivesse o famigerado Marques. A história dos jesuítas é comovente: verdadeiros soldados de Jesus Cristo perseguidos como Cristo foi.

HISTÓRIA DO QUADRO VENERADO HÁ VÁRIAS DÉCADAS NA IGREJA DE SÃO LUIZ, NA CAPITAL PAULISTA

Ensina-nos o Catecismo que, entre as Obras de Misericórdia espirituais, a primeira é "dar bom conselho". Em meio ao terrível caos mental da sociedade contemporânea, o que o homem mais precisa é dessa Obra de Misericórdia. Assim, a devoção a Nossa Senhora do Bom Conselho reveste-se de importância capital.

Apresentamos a seguir, resumidamente, a história de uma cópia desse afresco de Nossa Senhora do Bom Conselho, que a própria Mãe de Deus quis enviar ao Brasil.

DOIS IRMÃOS DA CIDADE DE ITU TORNAM-SE JESUÍTAS

Em meados do século XVIII, na tradicional cidade paulista de Itu, os irmãos Miguel e José, da família Campos Lara, uma das mais distintas da localidade, eram noviços da Companhia de Jesus.
A combativa Ordem fundada pelo grande Santo Inácio de Loyola era então muito perseguida. Em 1760, o Rei de Portugal D. José I influenciado por seu ímpio ministro Marquês de Pombal -- expulsou de Portugal, Brasil e outras colônias a Companhia de Jesus.

Jovens de verdadeira têmpera, os irmãos Campos Lara acompanharam os jesuítas em sua viagem de exílio a Roma. Na Itália, tendo concluído os estudos, receberam a ordenação sacerdotal. Pouco tempo depois, faleceu o Padre Miguel. Quanto ao Padre José, foi enviado por seus superiores a vários lugares.Porém, os governos ímpios de vários países vinham exercendo fortes pressões para que o Papa extinguisse a Companhia de Jesus. As coisas chegaram a tal ponto que, em 1773, Clemente XIV fechou-a.

Por mais terrível e inexplicável que fosse aquela dificuldade, o Padre José de Campos Lara não desanimou. Confiou em Nossa Senhora, e a Virgem enviou-lhe um embaixador celeste para ajudá-lo.

ENCONTRO COM UM ANJO NAS AREIAS DA PRAIA

Corria o ano de 1785, e fazia 25 anos que o Padre José deixara o Brasil. Quando passeava pensativo por uma praia deserta, deparou com um jovem, o qual lhe ofereceu um quadro a óleo representando a Mãe do Bom Conselho, e dizendo-lhe que o levasse para o Brasil. E, ao mesmo tempo, lhe anunciou que no lugar onde Ela fosse venerada erguer-se-ia um grande colégio jesuíta.Respondeu-lhe o sacerdote não dispor de recursos para a viagem.

Mas o jovem desconhecido garantiu-lhe que o comandante de um navio prestes a partir o admitiria gratuitamente. Consolado, quis o Padre Campos Lara despedir-se de seu interlocutor, mas eis que este havia desaparecido. Persuadido de que se tratava de um Anjo, dirigiu-se ao cais e encontrou o navio indicado.
Seu capitão concordou em aceitá-lo como passageiro gratuito.

REGRESSO A ITU

Depois de longa viagem, o navio chegou finalmente a Santos, de onde o Padre José dirigiu-se com o quadro para a sua cidade natal, Itu. Seus pais, já falecidos, haviam-lhe deixado de herança uma chácara, na qual ergueu uma capela para venerar a imagem do Bom Conselho.
A primeira parte da profecia do Anjo estava cumprida. O Padre Campos Lara agradeceu à Mãe do Bom Conselho, e continuou a rezar e a confiar. Agora faltava a restauração da Companhia de Jesus, para que pudesse ser erguido o colégio jesuíta.
Ao completar 35 anos de seu retorno ao Brasil, cerrou para sempre os olhos o Padre José de Campos Lara.

ERGUEU-SE O COLÉGIO JESUÍTA, APÓS 87 ANOS

Anos depois, a chácara do Padre Campos Lara foi doada à Companhia de Jesus, cujas atividades no Brasil haviam se reiniciado. Nesse local, em 1868, os filhos de Santo Inácio ergueram um grande colégio.
Em 1872, o quadro da Mãe do Bom Conselho foi entronizado no altar-mor da nova igreja, anexa ao colégio.
E quando o colégio foi transferido para a cidade de São Paulo, em 1918, com ele foi também o quadro.
Hoje ele se encontra numa capela interna no edifício atual do Colégio São Luiz, ao lado da igreja de mesmo nome.

Fonte: Paróquia São Luiz Gonzaga (http://www.pslg.com.br/nsbc.asp)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Voce já aplaudiu hoje?


Há alguns anos atras, nem todas as casas tinham campainha. Então quando se quisesse chamar o dono, batia-se palmas na porta da casa. Com isso o dono aparecia para ver quem era. Bater palmas, sempre teve um sentido de "chamar a atenção" de alguém.

ORIGEM DOS APLAUSOS

Os povos antigos sempre foram essencialmente religiosos. Apesar de ser uma religião pagã, supersticiosa e cheia de deuses de pedra, até os bárbaros se curvavam diante de suas crenças. Como os ídolos eram de pedra, para rezar aos deuses os povos antigos deviam acordar os deuses para dizer que eles estavam ali para rezar, e que os deuses deveriam lhes dar atenção. Por essa razão, antes de rezar, diante do deus batiam palmas.

Assim também numa apresentação pública, sejam encenações de teatro ou jogos olímpicos, ou outra atividade pública, deveriam ter a atenção dos deuses. Então batiam palmas para acordar os deuses e eles verem que se desenvolvia algum movimento teatral ou esportivo. Assim os deuses poderiam "presidirem" e "protegerem" o espisódio artísitico.

Naquela época, há pelo menos 3000 anos, o gesto era essencialmente religioso, popularizado em rituais pagãos de diversos povos como um barulho destinado a chamar a atenção dos deuses. No teatro clássico grego, tornou-se, então, a forma pela qual os artistas pediam à platéia que invocasse os espíritos protetores das artes. O costume chegou ao Império Romano, onde passou a ser comum nos discursos políticos. Aplaudia-se tanto para chamar a atenção dos deuses sobre o político quanto para homenagea-lo.

Daí o costume espalhou-se para o resto do mundo. Nos séculos XVIII e XIX, quase todos os teatros de Paris contratavam pessoas que tinham uma única função na platéia: APLAUDIR. O truque continua utilizado até hoje pelas emissoras de TV, especialmente em programas de auditório.

Aplaudir passou então a ser sinal de aprovação.

Hoje em dia conferencistas usam essa tática de aplausos no meio da conferencia, para acordar os ouvintes e despertar interesse.

Conhecí um professor de história que quando percebía que seus alunos estavam ficando cansados com a aula, pedia para eles aplaudirem algum personagem histórico. Dessa forma a criançada "acordava" e retomava forças para a outra etapa da aula.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Milagres ocorridos no dia do nascimento de Jesus


O grande Sao Boaventura, frade franciscano que viveu no seculo XIII, recebeu da Igreja o titulo de Doutor Seráfico, devido a elevação e clareza de sua doutrina. E de sua autoria o magnifico sermão que traduzimos diretamente do latim e reproduzimos abaixo:

"Sao estes, segundo diversas descrições, os milagres manifestados ao povo pecador no dia da natividade de Cristo:

Primeiro - Uma estrela brilhantissima apareceu no ceu, do lado do Oriente, e nela se via a figura de um belissimo menino em cuja cabeça refulgia uma cruz, para manifestar que nascia aquele que vinha iluminar o mundo com sua doutrina, sua vida e sua morte.

Segundo - Em Roma, ao meio-dia, apareceu sobre o Capitolio, junto ao sol, um circulo dourado - visto pelo imperador e pela Sibila - tendo o centro uma Virgem belissima, portanto um menino, a fim de manifestar aquele que nascia era o rei do mundo, que se dava a conhecer como o "resplendor da gloria do Pai e a figura da sua propria substancia" (Hebr.,1, 3). Vendo este sinal, o prudente imperador ofereceu incenso ao menino, e recusou desde entao ser chamado deus.

Terceiro - Em Roma desmoronou o templo da Paz, a respeito do qual, ao ser construido, os demonios se perguntavam quanto tempo duraria; tendo-lhes sido respondido: ate o momento em que uma Virgem dê a luz. Este foi o sinal de que nascia Aquele que haveria de destruir os edificios e as obras da vaidade.

Quarto - Uma fonte de azeite de oliveira irrompeu em Roma e fluiu abundantemente, por muito tempo, ate o rio Tibre, para ficar patente haver nascido a fonte da piedade e da misericordia.

Quinto - Na noite da Natividade, as vinhas de Engadda, que produzem balsamo, floresceram, cobriram-se de folhas e produziram licor, para significar que nascia Aquele que faria o mundo
florescer, reverdecer e frutificar espiritualmente, e atrair com seus odores o mundo inteiro.

Sexto - Cerca de trinta mil rebeldes foram morto pelo imperador, a fim de manifestar o nascimento daquele que sujeitaria o mundo inteiro a sua fé e arremessaria os rebeldes no inferno.

Setimo - Todos os sodomitas, homens e mulheres, morreram por toda a terra, conforme disse Sao Jeronimo, comentando o salmo "A luz nasceu para o justo", para evidenciar que Aquele que nascia vinha reformar a natureza a promover a castidade.

Oitavo - Na judeia um animal falou, como também dois bois, para que se compreendesse que nascia Aquele que aos bestiais transformaria em racionais.

Nono - No momento em que a Virgem deu a luz, todos os idolos do Egito se espatifaram, segundo o sinal que Jeremias dera aos egipcios quando esteve entre eles, para que se entendesse que nascia Aquele que era verdadeiro Deus, unico a ser adorado com o Pai e o Espirito Santo.

Décimo - Logo que o Menino nasceu e foi reclimado no presepio, um boi e um asno ajoelharam-se e, como se fossem dotados de razão, O adoraram, para que se compreendesse que nascia Aquele que a seu culto chamava o povo judeu e os gentios.

Undecimo - Todo o mundo gozou da paz e se colocou em ordem, para que ficasse manifesto que nascia Aquele que amaria e promoveria a paz universal e marcaria os seus eleitos para a eternidade.

Duodecimo - No Oriente tres sois apareceram, e aos poucos se transformaram em um só corpo solar, pelo que se mostrava que se aproximava do mundo o conhecido da unidade e trindade de Deus, e tambem que a Divindade, a Alma e a Carne em uma so Pessoa convergiram.

Por tudo isso, nossa alma deve bendizer a Deus e venera-lo, porque nos libertou e sua majestade, com tão grandes milagres, se manifestou a nós, povo pecador".

Agencia Boa Imprensa - ABIM

Os Gigantes que viviam na Terra

E diante dos filhos de Israel depreciaram a terra que tinham explorado: “A terra, disseram eles, que exploramos, devora os seus habitantes: os homens que vimos ali são de uma grande estatura; vimos até mesmo gigantes, filhos de Enac, da raça dos gigantes; parecíamos gafanhotos comparados com eles.”
(Números 13: 32-33)

Naquele tempo viviam gigantes na terra, como também daí por diante, quando os filhos de Deus se uniam às filhas dos homens e elas geravam filhos. Estes são os heróis, tão afamados nos tempos antigos. (Gênesis 6:4)
OBSERVAÇÃO: consultando as fontes da noticia de descoberta arqueológica na Grécia houve dúvidas quanto a veracidade das fotos, portanto as fotos foram removidas e o texto inicial foi modificado. Apesar de ter recebido por e-mail de um amigo, não posso publicar noticias duvidosas. O certo é que foram descobertos fósseis muito antigos de esqueletos humanos gigantes, mas não há fotos disponiveis para publicar. Peço desculpas aos que acompanham meu blog, por ter publicado a postagem sem ter-me certificado das fotos anteriores.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

História do Roquefort


Estamos no Sul da França, na árida região do Larzac.
Incrustada na rocha, encontra-se a pequena cidade de Roquefort-sur-Soulzon.
O famoso queijo Roquefort que ali se faz é o resultado de uma feliz conjugação entre as ovelhas do Larzac, as ervas que só vicejam naqueles campos e um acidente geológico ocorrido antes de Cristo, no enorme rochedo de Combalou.

Outrora majestoso, o Combalou, lentamente erodido por olhos d'água, um dia ruiu fragorosamente. Imensos blocos, caindo uns sobre os outros, formaram grutas, algumas enormes. Quando o vento bate nas ruínas do Combalou e penetra pelos vãos das pedras, atinge as grutas muito úmidas, favorecendo assim o aparecimento de uma flora, desconhecida na aridez do Larzac.

Certo dia, nos remotos tempos da dominação romana, um pastor, fatigado da ordenha, castigado pelo sol, recolheu-se em uma das grutas do Combalou. A atmosfera era fresca, corria ali um pouco d'água. Numa pedra depositou seu balde de leite e sobre outra apoiou-se preguiçosamente.

Repousado, resolveu explorar um labirinto - um daqueles vãos por onde corre ar. Surpreso, encontrou outras grutas, muito maiores, de um odor e de um frescor arrebatadores. E nelas se perdeu. Não soube reencontrar seu balde, o que não o incomodou tanto, pois sua descoberta bem valia o leite perdido. Não foi difícil encontrar outra saída para casa.

Dias depois encontrou seu leite. Evidentemente estava coalhado. Mas, sobre ele o vento dos túneis depositara folículos e polens retirados àquela flora rústica. O conjunto fermentara e o produto era um queijo de agradável sabor, até então desconhecido. Provado, ele fez saltar de contentamento as papilas inadvertidas do nosso pastor.
Tinha nascido o Roquefort. As grutas pouco a pouco se transformaram em centros de produção da nova descoberta.

Queijo em francês se diz fromage. Tal é o sutil poder dos grandes queijos sobre as disposições do homem que um estudioso da cultura francesa disse, certa vez, que a palavra bem poderia ser derivada de fro magie: uma forma de magia para encantar o espírito. Não falta jocosidade à observação. Não lhe falta também um fundo de verdade.

No mesmo sentido recordo-me da observação do General de Gaulle, quando chefe de Estado, lamentando-se das dificuldades em dirigir seu irrequieto país: "Não é fácil governar um povo que criou mais de 430 tipos de queijo".

Trechos da colaboração de Nelson Ribeiro Fragelli – Revista Catolicismo – fevereiro 1998

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Como surgiram os instrumentos musicais


Quem já não ouviu um belíssimo canto gregoriano? Ou mesmo uma música sacra com muitas vozes? Adão rezava e louvava a Deus com muitas canções juntamente com os Anjos. Porém, depois do pecado original, Adão perdeu o dom da integridade. No entanto, transmitia a seus descendentes esses episódios magníficos, narrando-lhes toda a beleza que existia outrora. Passaram-se os anos e assim, os homens com saudades das vozes angelicais, construíram instrumentos musicais para tentar refazer a harmonia celeste.

Vejamos o que nos ensina a Grande Santa Hidelgard:

Lembremos - escreve Santa Hildegard - que o homem desejou reencontrar a voz do Vivo Espírito que Adão perdera por desobediência, ele, que antes de sua falta, sendo ainda inocente, tinha uma voz semelhante àquela que os anjos possuem por causa de sua natureza espiritual. [...] Essa semelhança com a voz angélica que tinha no paraíso, Adão a perdeu; e essa arte da qual era dotado antes do pecado foi de tal maneira entorpecida que, ao despertar como que de um sono do que havia visto em sonho, se tornou ignorante e inseguro dela, depois de ter sido enganado por sugestão do diabo. E, ao opor-se à vontade de seu Criador, encontrou-se envolvido pela trevas da ignorância interior por causa da iniqüidade. Mas Deus, que preserva para a beatitude primeira das almas dos eleitos à luz da Verdade, decidiu por Ele mesmo que, cada vez que tocasse o coração de certos homens derramando sobre eles o Espírito profético, lhes devolveria, junto com a Iluminação interior, alguma coisa daquilo que Adão possuíra antes de ser castigado por sua desobediência.


Então, para que o homem pudesse gozar dessa doçura e do louvor divino de que o próprio Adão gozava antes de sua queda e dos quais já não podia se lembrar em seu exílio, para incita-lo a procura-los, os profetas, instruídos por esse mesmo espírito que haviam recebido, inventaram não somente os salmos e os cânticos, que eram cantados para aumentar a devoção daqueles que os ouviam, mas também diversos instrumentos de música, graças aos quais emitiam múltiplos sons a fim de que – tantas as formas e as qualidades desses instrumentos e do sentido das palavras que ouviam e que lhes eram repetidas, despertadas e executadas por esses meios – eles pudessem ser instruídos interiormente. É por isso que os sábios e outras pessoas estudiosas, imitando os santos profetas, encontraram, eles também, alguns gêneros de instrumentos, graças à sua arte, para poder cantar de acordo com o deleite da alma. E o que cantavam, graças às articulações de seus dedos e às inflexões que praticavam, eles o harmonizaram, lembrando Adão, formado pelo dedo de Deus, isto é pelo Espírito Santo, em cuja voz todo o som de harmonia e toda a arte da música, antes do pecado, era suavidade; se ele tivesse permanecido no estado em que fora formado, a deficiência do homem mortal não poderia de modo algum suportar a força e a sonoridade de sua voz.


Então, quando o diabo enganador percebeu que o homem, sob a inspiração divina, começara a cantar, e que assim era levado a recordar a suavidade dos cânticos da pátria celeste, vendo que as maquinações de sue perfídia estavam reduzidas a nada ficou aterrorizado, atormentou-se e começou a pensar e a procurar, segundo os múltiplos recursos de sua perversidade, de que maneira poderia, daí por diante, não apenas multiplicar no coração do homem más sugestões e imundos pensamentos ou distrações várias mas também no coração da Igreja, onde quer que fosse possível, por meio de dissensões e escândalos ou por ordens injustas, perturbar ou impedira celebração e a beleza do divino louvor e dos hinos espirituais.

[...]

Considerai que, assim como o corpo de Jesus Cristo nasceu do Espírito Santo na integridade da Virgem Maria, também o cântico de louvor foi inserido na Igreja segundo a harmonia celeste, pelo Espírito Santo: o corpo, com efeito é a vestimenta da alma que tem uma voz viva, e é por isso que é conveniente que o corpo cante com a alma, pela voz dela, os louvores de Deus. Do que 
resulta que o espírito profético ordene expressamente que Deus seja louvado pela alegria dos Címbalos e por outros instrumentos de música que sábios e estudiosos inventaram, pois todas as artes úteis e indispensáveis aos homens provêm desse sopro de espírito que Deus insuflou no corpo do homem; e é por isso que é justo que todo o tempo eles louvem a Deus. E, posto que o homem ao ouvir certos cantos à vezes suspira e freqüentemente geme, recordando a natureza da harmonia celeste em sua alma, o profeta, considerando e conhecendo a natureza do espírito – posto que a alma é de natureza sinfônica -, exorta-nos no saldo que cantamos com a Cítara e salmodiamos o desacordo. [...]
A Flauta da santidade, a cítara do louvor, o órgão da humildade.

(Livro: Hildegard de Bingen – Régine Pernoud – Editora Rocco)

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Perseguição à luz

Minha amiga Goreth me enviou um e-mail sobre uma reflexão. Junto com o e-mail veio uma estórinha que transcrevo abaixo. Acredito que esse conto já é muito conhecido entre todos, mas representa bem o quanto as pessoas que fazem o bem são perseguidas... e ainda mais por quem? Pela serpente. Vejamos a estória:

Conta a lenda que uma vez uma serpente começou a perseguir um vaga-lume.
Este fugia rápido, com medo da feroz predadora e a serpente nem pensava em desistir...
Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada... No terceiro dia já sem forças, o vaga-lume parou e disse a cobra:

- Posso lhe fazer três perguntas?

- Não costumo abrir esse precedente pra ninguém mas já que vou te devorar mesmo, pode perguntar.

- Pertenço a sua cadeia alimentar?

- Não!

- Eu te fiz alguma coisa?

- Não!

- Então por que vc quer acabar comigo?

- Porque não suporto ver vc brilhar...

(desconheço o autor da estória)

O grande susto


Muito se tem falado sobre o futuro, sobre o presente e o passado. Mas há uma coisa que acontecerá em breve que me preocupa muito. Imagine tal situação: você acorda de manhã, despreocupadamente, toma seu banho, sai para trabalhar, sempre sorrindo cumprimentando os amigos, etc. De repente de depara com algo que lhe surpreende. Carros parados, estrada congestionada, pessoas correndo, fogo caindo do céu.... certamente você teria um susto muito grande. Seria um vulcão?... Não. A Ira de Deus.

O homem moderno continua com seu coração endurecido. Para seu próprio castigo se tornou um cego que não enxerga as verdades, mas apenas o que a vida lhe oferece de prazer e o que lhe convém.

Nem as lágrimas de Nossa Senhora serviram para converter a humanidade que continua cada vez mais a afundando no lodaçal dos pecados e das vergonhas.

O homem moderno continua a ser cômodo, e na sua cegueira de espírito interpreta uma conversão a seu modo de ver. Sempre a maneira conveniente de seu “bem estar”. Converter-se é um ato heróico, é abandonar a vida de pecados e lutar bravamente pela virtude, confessar-se dignamente. Ninguém ama o bem se não odeia o mal.

O que me entristece é que muita gente até se esqueceu de como se reza. mal sabem pronunciar uma Ave Maria e um Pai Nosso. Rezar o terço? Isso já é pedir demais. “Como vou arrumar tempo para ver televisão?”

Minha postagem hoje convida a uma reflexão bíblica. Eis o tema da reflexão:

Depois disso, vi quatro Anjos que se conservavam em pé nos quatro cantos da terra, detendo os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, sobre o mar ou sobre árvore alguma.
Vi ainda outro anjo subir do oriente; trazia o selo de Deus vivo, e pôs-se a clamar com voz retumbante aos quatro Anjos, aos quais fora dado danificar a terra e o mar, dizendo:
Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que tenhamos assinalado os servos de nosso Deus em suas frontes.
(Apocalipse, 7:1-3)

Ouvireis falar de guerras e de rumores de guerra. Atenção: que isso não vos perturbe, porque é preciso que isso aconteça. Mas ainda não será o fim.
Levantar-se-á nação contra nação, reino contra reino, e haverá fome, peste e grandes desgraças em diversos lugares.
Tudo isto será apenas o início das dores.
Então sereis entregues aos tormentos, matar-vos-ão e sereis por minha causa objeto de ódio para todas as nações.
Muitos sucumbirão, trair-se-ão mutuamente e mutuamente se odiarão.
Levantar-se-ão muitos falsos profetas e seduzirão a muitos.
E, ante o progresso crescente da iniqüidade, a caridade de muitos esfriará.
Entretanto, aquele que perseverar até o fim será salvo.
Este Evangelho do Reino será pregado pelo mundo inteiro para servir de testemunho a todas as nações, e então chegará o fim.

Quando virdes estabelecida no lugar santo a abominação da desolação que foi predita pelo profeta Daniel (9,27) - o leitor entenda bem -
então os habitantes da Judéia fujam para as montanhas.
Aquele que está no terraço da casa não desça para tomar o que está em sua casa.
E aquele que está no campo não volte para buscar suas vestimentas.
Ai das mulheres que estiverem grávidas ou amamentarem naqueles dias!
Rogai para que vossa fuga não seja no inverno, nem em dia de sábado;
porque então a tribulação será tão grande como nunca foi vista, desde o começo do mundo até o presente, nem jamais será.
Se aqueles dias não fossem abreviados, criatura alguma escaparia; mas por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados.
Então se alguém vos disser: Eis, aqui está o Cristo! Ou: Ei-lo acolá!, não creiais.
Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, que farão milagres a ponto de seduzir, se isto fosse possível, até mesmo os escolhidos.
Eis que estais prevenidos.
Se, pois, vos disserem: Vinde, ele está no deserto, não saiais. Ou: Lá está ele em casa, não o creiais.

(São Mateus, 24: 6-23)

Quanto àquele dia e àquela hora, ninguém o sabe, nem mesmo os anjos do céu, mas somente o Pai.
Assim como foi nos tempos de Noé, assim acontecerá na vinda do Filho do Homem.
Nos dias que precederam o dilúvio, comiam, bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca.
E os homens de nada sabiam, até o momento em que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim será também na volta do Filho do Homem.
Dois homens estarão no campo: um será tomado, o outro será deixado.
Duas mulheres estarão moendo no mesmo moinho: uma será tomada a outra será deixada.
Vigiai, pois, porque não sabeis a hora em que virá o Senhor.
Sabei que se o pai de família soubesse em que hora da noite viria o ladrão, vigiaria e não deixaria arrombar a sua casa.
Por isso, estai também vós preparados porque o Filho do Homem virá numa hora em que menos pensardes.
(São Mateus, 24:36-44)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Almas Castelos ganha o Selo Prêmio Sunshine Award


Este selo representa uma rede infinita de indicação dos melhores blogs da internet no Brasil. Significa que a Sunshine Award está reconhecendo o ótimo trabalho realizado em seu blog!

O selo e o prêmio servem de reconhecimento e iniciativa aos trabalhos dos blogueiros de todo Brasil, criando uma rede de indicações e blogs.


Ganhei meu selo da Melissa Bergonso, do blog http://mulhercatolica.blogspot.com/ Obrigado, Melissa, me sinto muito honrado pela sua indicação. Não posso deixar de indicar o seu blog, pois desejo que ele cumule premiações pelo excelente trabalho apostólico.

Quem recebe o selo deve seguir algumas regrinhas:

1 - Criar um artigo sobre o prêmio.

2 - criar um link do blog que o indicou.

3 - Indicar 12 blogs para o Sunshine Awards (não tem problema indicar para alguém que já recebeu)

4 - Informar aos indicados sobre o prêmio.


É muito dificil indicar apenas doze Blogs para o prêmio, eis que todos os blogs amigos são muito bons. Mas não pode ser mais do que doze, então indico os seguintes blogs para receber o selo:

http://ograndecombate.blogspot.com

http://conservadoredai.blogspot.com

http://mulhercatolica.blogspot.com

http://lucianalachance.wordpress.com

http://arslitterayelizus.blogspot.com

http://vida-espiritual-catolica.blogspot.com

http://cristoreinosso.blogspot.com

http://sentidomaior.blogspot.com

http://sinaisnomundo.blogspot.com

http://fazendooqueecerto.blogspot.com

http://capelaniasaocamilo.blogspot.com

http://pontodetaxi0001.blogspot.com

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Voce precisa de um médico?


Uma senhora com câncer vai a uma farmácia adquirir remédios. Mostra a receita e o farmacêutico lhe pergunta quem receitara os remédios. Ela respondeu que fora Dr. Moscati que há alguns minutos lhe dera a receita. O farmacêutico disse ser impossível, pois ele morrera há dois anos. Então ela lhe respondeu que acabara de ser consultada por ele.

A notícia se espalhou como um raio. Em pouco tempo a fama de santidade e a devoção ao Dr. Moscati correram o mundo.


* * * * * * * * * * * * * * * * *
Eu estava caminhando pelas ruas do centro de São Paulo, e ao encontrar a Editora Loyola adentrei para comprar uma agenda de 2011. Ao correr os olhos sobre os livros e objetos religiosos que ali estavam, parei sobre uma estante que me chamou muito a atenção. Um DVD, um vídeo: “Moscati”. Não poderia deixar de esboçar um largo sorriso, pois conheço a vida de São Moscati e sei que sendo produção italiana, o filme deveria ser bom, como era o filme Padre Pio. Comprei o filme e trouxe para casa.

Há muito tempo eu já havia lido sobre São José Moscati, um médico nascido em 25 de julho de 1880, em Benevento (Itália). Cursou a Faculdade de Medicina e Cirurgia de Nápoles, formando-se em 1903. Moscati desenvolveu toda sua carreira no Hospital dos Incuráveis de Nápoles, onde foi clínico, professor e acima de tudo um médico apóstolo. De lá tirava seu sustento.

Já em seu consultório, havia um cestinho. E quando o paciente dizia:

“Quanto lhe devo, doutor?”

Ele respondia:

“Pense em ficar bom. Depois, se tem qualquer coisa, coloque no cestinho; se tem necessidade pegue o que te serve”.

Assim era José Moscati, o médico que pagava seus doentes, que foi canonizado pelo Papa João Paulo II, em 25 de outubro de 1987.

Para quem tem problemas de saúde, ou mesmo em sua família, REZE AO DR. SÃO JOSÉ MOSCATI – médico santo, que antes atendia em Nápoles, mas agora do céu atende ao mundo todo.

Quem se interessar em conhecer o vida maravilhosa desse Santo Médico, pode encontrar sua biografia no site do “O Desbravador
”http://www.odesbravador.org.br/odesbravador_2007_331_332.pdf

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O remédio


Vivia no deserto da Tebaida um velho monge por cujos conselhos se moviam de longes terras os mais avisados peregrinos.
Um dia, vindo de país longínquo, bateu à humilde casa de sua moradia, aos primeiros alvores da manhã, um frade, moço e forte, que lhe disse:

- Irmão, venho pedir-te, em nome de Deus, que me ensineis a fugir às tentações.

Respondeu o venerável monge:

- Outro pedido te farei. Ajuda-me um pouco hoje, e amanhã te ensinarei, pela graça de Deus, o que desejas.

Assim ajustaram.
Vinha rompendo o dia. Entregaram-se ambos à faina de remover a terra. O monge cantava e o frade pôs-se a fazer o mesmo. Tomaram uma refeição. Era frugal. O frade achou-a saborosa. Retornaram, depois, a tarefa e amainaram a terra até o pôr do sol. Jantaram. Terminada a refeição fizeram um pequeno passeio. A seguir oraram juntos, estudaram as Escrituras e deitaram-se depois a dormir.
Pela manhã, perguntou o monge ao seu hóspede:

- Irmão, queres ainda saber como afastar as tentações?

- Não - respondeu-lhe o frade. - Bastante tenho aprendido, mestre.

E, beijando-o respeitosamente, partiu.
Tinha obtido o remédio para afastar todas as tentações: a oração e o trabalho.
A oração é uma das expressões mais íntimas e delicadas da vida piedosa.

(trecho de: O remédio - “Lendas do Céu e da Terra” – Malba Tahan)

Nota do Blog: Certa vez, uma moça estava rezando para ir dormir, quando escutou bater na porta do seu quarto. Foi verificar e não havia ninguém, no entanto notou uma carta deixada por debaixo da porta. Pegou a carta, abriu-a e leu:
“Clara! Não rezes por mim. Estou condenada.”
É assim que começa a história de duas amigas, tendo uma falecido em acidente de automóvel. Na narrativa a falecida, que está no Inferno, diz por carta à amiga:
“Quem está no inferno é por que nunca rezou ou rezou muito pouco”.
Tal frase dispensa qualquer comentário. Recomendo a leitura desse impressionante livro “Estou Condenada!” ou “Carta do Além” com notas do Padre Bernhardin Krempel, Doutor em Teologia.
http://www.livrariapetrus.com.br/produtos.asp?produto=634

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Escreva com Arte Cristã


Há muitas artes. Arte de contar estórias. Arte de falar. Arte de pintar ou mesmo de musicar. Entre todas essas artes, para nós dos Blogs Católicos, sem dúvida nenhuma a arte de escrever é de importância fundamental.

Escrever não é tarefa fácil... Procuremos escrever com caridade cristã.
Se há alguma coisa tão necessária nos nossos dias, essa coisa pode ser resumida na salvação das almas.
Escolher palavras, “endireitar” frases. As palavras são tão ricas em significado... E como são cheias de sinônimos e símbolos.

Acredito mesmo que algumas leituras podem tocar mais profundamente uma alma do que um discurso falado.

Muita gente escreve com a caneta, outros escrevem com o coração.
Uns abordam a vida cotidiana, outros o cotidiano da vida
Uma coisa é certa: em todo o escrito tem a alma do escritor.

Escreva como se fosse um mero comentário... e depois as idéias brotam...
Crie polemica com seu próprio texto... só tenha cuidado para ele não ganhar de você.
Tem mãos cujo cérebro inveja.
Mãos acenam, escrevem, indicam, exprimem...
Será que elas têm vida própria?

É na mão que carregamos nossos compromissos, como uma aliança ou um anel de formatura. Mãos de responsabilidade.
O dedo em riste para frente e acima indica o futuro. Mãos “proféticas”.

Deslizar a caneta sobre um papel...

É dessa forma que por um escrito se salva uma alma.
Pelas mãos do escritor se conhece seu coração, sua alma. E se sua alma e seu coração estiverem “presos” nos erros do mundo moderno, que sairá dali?

Cuidemos de nossa alma, sejamos virtuosos. Se tivermos a graça de Deus:

Porque não sereis vós que falareis, mas é o Espírito de vosso Pai que falará em vós. (São Mateus, 10:20)

Quando, porém, vos levarem às sinagogas, perante os magistrados e as autoridades, não vos preocupeis com o que haveis de falar em vossa defesa, porque o Espírito Santo vos inspirará naquela hora o que deveis dizer. (São Lucas, 12:11-12)

Escrevamos, meus amigos de Blog, com caridade cristã. Sejamos ferozes e implacáveis contra o mal, mas caridosos com nossos irmãos.

As mãos se tornam importantes quando assinam, assumindo responsabilidades. E pelas mãos obrigamos nosso corpo todo. Mãos escrevem, os lábios rezam. Assim, a toda postagem deve ser acompanhada de uma oração.

Uma vez perguntaram a Carlos Magno, o que fazia ele ter tanta força nas mãos. Ele respondeu: Por que minhas mãos nunca pecaram contra a castidade.

Quando postas em oração as mãos atingem o Céu.

Que Nossa Senhora abençoe a todos nós.

POST SCRIPTUM: Houve um equivoco quanto à autoria da frase atribuida a Carlos Magno. Recebí um comentário corrigindo tal equívovo. Não é costumeiro eu publicar na própria postagem o comentário, mas como o texto do comentário é muito interessante, abri a postagem para colocar este post-scriptum:

"Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Escreva com Arte Cristã":

Prezado autor do blog, não é Carlos Magno, não! Quem disse a frase citada no post foi Godofredo de Bouillon! Carlos Magno pode ter sido um grande defensor da Cristandade, mas ainda possuía alguns costumes não muito dignos da fé católica, pois tinha várias mulheres.

O duque Godofredo de Bouillon, por sua vez, era muito virtuoso. Sendo líder da Primeira Cruzada, que entrou em Jerusalém, recusou-se ser coroado Rei da cidade, pois não queria receber uma Coroa de ouro onde Cristo foi coroado de espinhos. Preferiu receber o título de "Advocatus Sancti Sepulchri": Defensor do Santo Sepulcro."

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A montanha de cristal


Meus amigos e amigas, eu ia editar esta estória para não ficar tão longa, mas a sua beleza é tal que resolvi publica-la por inteiro, pedindo desculpas e paciencia para a leitura.

De todos os lugares banhados pela luz do dia, nunca houvera algum que fosse mais belo que aquelas montanhas. O sol, batendo em suas bases, fazia brilhar o negror dos rochedos que se elevam, abruptos e altaneiros do meio dos campos, até que, no alto, bem lá no alto, a dureza e o negror das pedras era substituída pela maciez e pela alvura da neve. Lá em cima a luz parecia ainda mais pura, dando à montanha tons de ouro ao entardecer.

E havia algo ainda mais belo: no meio das montanhas mais altas, e mais alto que todas elas, erguia-se um píncaro tão agudo e tão magnífico que dir-se-ia que as neves eternas eram boas apenas para sua base. Era uma montanha legendária e inacessível, toda ela feita de um único e imenso bloco do mais puro cristal. Seria preciso vê-la para se acreditar em semelhante maravilha. Aliás, sua beleza era tão estonteante que, se algum homem chegasse a vê-la, não acreditaria em seus olhos, e ao descer daquelas alturas não contaria nada a ninguém, com receio de ser tomado por um visionário. Mas a verdade é que esse homem, que certamente seria tido por um insensato, ainda teria visto muito pouco. Por que essas belezas não eram nada se fossem comparadas com as que a montanha possuía em seu interior. Com efeito, num ponto altíssimo, o imenso bloco de cristal possuía uma abertura. E quem, por essa abertura, penetrasse, logo se encontraria dentro de uma gruta, comparada com a qual todas as catedrais do mundo pareceriam, ao mesmo tempo, minúsculas e sombrias. Que edifício construído por mãos humanas poderia ter sequer um décimo do tamanho daquela gruta? E que vitral, que conjunto de luzes, que pedras preciosas poderiam se comparar com a girândola de cores que o sol filtrava por aquelas paredes? Não, homem algum conseguiria descrever aquilo. Homem algum seria capaz de subir até aquele lugar. Lá apenas chegavam as águias. Porque haviam as águias. Águias. enormes e majestosas, de plumas brancas e cabeça dourada, os únicos habitantes daquele local. Tão altaneiras, tão elevadas, que nunca baixavam de lá, nem mesmo para buscar alimento: a luz, a magnífica luz do interior da caverna as alimentava. A luz dourava suas penas, a luz dava-lhes força. Elas viviam da luz e somente dela e que tinham avidez.

A base da caverna de cristal era o imenso rochedo da montanha. Dentro desse rochedo havia uma outra caverna, cuja porta ou não existia ou estava eternamente sepultada pela neve. Lá dentro, tudo era asqueroso, úmido e escuro, não de uma escuridão qualquer, mas de negror absoluto. Era horrível. E para aumentar o horror, as paredes da caverna eram todas cobertas por um muco, por uma gosma infecta e malcheirosa. Dir-se-ia que nada poderia viver em semelhante ambiente. Nenhum animal suportaria semelhante horror. A não ser as aranhas. Essas sim havia aranhas, e aos milhões. Aranhas enormes, negras, asquerosas, que formavam um tapete movediço sobre as paredes, o chão e o teto da caverna. Que se alimentavam do muco nojento; que gostavam do mau cheiro, que só se sentiam bem na escuridão, que não conheciam, nem queriam conhecer outra coisa. E esses dois mundos, essas duas cavernas eram separadas apenas por uma laje de rochedos, e viviam sem que tivessem conhecimento um do outro.

O DESASTRE...

Um dia, não se sabe porque motivo, essa laje se rachou. Talvez um ligeiro tremor de terra, talvez a deslocação acidental de alguma rocha, tenha sido a causa. O fato é que, na base da caverna de cristal, e no teto da caverna das aranhas, surgiu uma pequena rachadura imperceptível. As águias habituadas a viver nas alturas nem notaram tal fissura. Mas não sucedeu o mesmo com as aranhas. Com a rachadura, entrou na caverna fímbria, um raio de luz, essa luz que elas odiavam acima de tudo, que acima de tudo as fazia fugir. Apavoradas, enfurecidas, elas se amontoaram no canto mais escuro de sua caverna, até que aquele fio de luz foi enfraquecendo, foi se diluindo, foi se esmaecendo, aos poucos, até finalmente se extinguir. A noite havia chegado. Na gruta de cristal, as águias dormiam.

Aos milhões, as aranhas saíram da rachadura, e penetraram no interior da gruta. Movidas pelo ódio, elas arrastaram uma enorme pedra, bloqueando a entrada da gruta. Depois, subiram em todas as paredes, e as cobriram com suas teias e com sua baba asquerosa e negra. Elas podiam simplesmente ter fechado a rachadura, porém seu ódio não era apenas da luz, mas também de todos os seres que gostavam da luz.

Elas odiavam tudo o que é belo, e o Ódio dava-lhes força no trabalho. Durante toda a noite espalhavam o negrume, a sujeira, o horror. Lá fora, chegou o alvorecer. O sol foi verdejando os campos e branquejando a neve. Tudo brilhava, tudo sorria. Mas no interior da gruta de cristal, os raios do sol não conseguiam mais entrar. O interior da gruta de cristal foi tomada pela escuridão. As águias despertaram. Onde estava o sol?

Onde estava a luz que lhes dava vida e douravam suas penas? Elas não sabiam. Aos poucos compreenderam que a porta da gruta estava fechada, mas não se sentiram com forças, nem com ânimo, para desobstruir. Sem luz, elas mal conseguiam se arrastar pelo chão. Quando chegou o meio-dia, e lá fora o sol dardejava seus raios em todo o seu esplendor, dentro da gruta era uma densa penumbra. Na hora de maior luz, tudo era pardo e confuso. As águias, cabeça baixa e asas arrastando pelo solo, andavam em círculos desanimadas, percebendo que aquela obscuridade tinha apenas o suficiente de luz para permitir que elas sobrevivessem ou vegetassem.

Se elas pudessem enxergar algo, notariam com horror que suas penas, suas lindas penas brancas e douradas, começavam a escurecer. Exteriormente a montanha de cristal continuava a mesma, e, sua glória diante do sol, permanecia inalterada. Mas, que enorme diferença em seu interior! Passou-se o tempo. As aranhas, completamente senhoras da situação, andavam por toda a gruta, espalhando sempre sua baba asquerosa e nauseante. As águias, as altaneiras águias de plumas brancas e cabeça dourada, eram agora uns animais sujos, de penas negras e opacas, que mal tinham forças para se arrastar. Viviam no chão coberto de imundícies, que a fome às vezes as obrigava a comer. Haviam se acostumado com o mau cheiro das aranhas, e o que é pior, haviam se esquecido de como eram antes. Se alguém lhes viesse falar da luz e da beleza de voar, elas não ouviriam. Diriam que tudo isso era sonho, e que a vida consistia naquilo, em ter as penas negras, em se arrastar na lama e em viver na imundície. Aquilo sim era a realidade, e nada mais existia. As águias haviam se esquecido do que eram e do que deveriam ser. As águias viviam como morcegos, esperando apenas a morte, sem se lembrarem da luz. Foi então, quando parecia tudo perdido, foi então que na gruta de cristal surgiu o vaga-lume.

A RESSUREIÇÃO...

Na verdade, ela não surgiu, mas apenas se transformou. Sempre houvera, no tempo da luz, na gruta de cristal um pequeno inseto dourado que fazia música com suas asas, e que, ziguezagueando incansavelmente, enchia a gruta de harmonia. Também ele vivia da luz, e sua música era como que a luz do sol condensada em som. Se algum homem o ouvisse poderia perceber, em suas notas, ora alegria do alvorecer, ora o feérico do meio-dia, ora a solenidade do pôr-do-sol. O pequeno inseto era, na gruta de cristal, o complemento harmônico e sonoro da luz. Quando aconteceu a grande tragédia, também o pequeno inseto foi afetado. Também ele enfraqueceu, e foi aos poucos perdendo a sua cor. Também ele acabou caindo de fraqueza a um canto daquela gruta, antes tão bonita, e agora tão hedionda. Mas, ao contrário das águias, o pequeno inseto não se esqueceu. As vezes, no meio da escuridão, ele sentia forças para bater um pouco as asas, e então, muito baixinho, soavam algumas notas que falavam de cores, de auroras, de belezas, de luz. E o pequeno inseto pensava: "a vida não pode ser só essa escuridão! É impossível que aquela beleza tenha desaparecido! Não há razão para se viver se a luz não existe mais".

E então ele reunia toda a sua força e se punha a.andar, se punha a investigar as paredes da gruta, recordando-se que delas é que vinha a luz. Até que um dia ... Um dia, depois de muito investigar, o pequeno inseto descobriu, embaixo da enorme pedra que tapava a entrada da gruta, um orifício, uma senda minúscula, que as aranhas haviam esquecido de tampar. Metendo-se por ela, arrastando-se esfolando as asas, o pequeno inseto avançou, cavando removendo e empurrando, até num último e supremo esforço, conseguiu atravessar para o outro lado da montanha de cristal. Lá fora era meio-dia, e o sol brilhava em todo o seu esplendor.

O pequeno inseto quase enlouqueceu de alegria. Era verdade! Ele estava certo! o sol existia, e continuava a brilhar! Comovido, ele viu suas asas e seu corpo novamente se dourando, e sentiu que todas as músicas e todas as harmonias estavam de novo dentro dele. Levantou vôo, girou, cantou e depois tomou uma resolução. Reuniu toda a luz que conseguia, acumulando todas as forças do sol, o pequeno inseto voltou para o buraco, e penetrou na gruta escura, ziguezagueando, como um raio de luz, de cor e de som.


As águias, negras e cabisbaixas, ergueram um pouco a cabeça. O que era aquilo? Aquela luz, aquele som, era algo que lhes trazia recordações, que lhes penetrava no intimo do ser... Então havia algo que não era escuridão e mau cheiro? Então o mundo não era somente o horror e o negrume?
E o inseto. voando a toda velocidade e para todos os lados, brilhava com todas as luzes, e tocava
todos os sons. E as águias foram se recordando ... Até que uma delas achou em algum lugar um ânimo para dar um vôo desajeitado, mas que a levou até a parede de cristal, onde suas asas removeram um pouco da sujeira e do lodo que as cobria. Claro, brilhante, sublime, eterno, um raio de sol entrou novamente na gruta, iluminando tudo com seu esplendor. As aranhas corriam espavoridas para todos os lados. As águias, reanimando-se, levantaram vôo e em instantes arrasaram a camada de sujeira que recobria o cristal. A pedra foi removida e jogada para o abismo, juntamente com as aranhas que. não suportando a luz, morreram em pouco tempo. As plumas das águias novamente se douraram. O pequeno vaga-lume cantava.

Estória extraída do site de O Desbravador
http://www.odesbravador.org.br/odesbravador_2006_321_322.pdf

NOTA DO BLOG: É muito simbólica essa estória. A montanha de cristal representa a Civilização Cristã sendo vítima de seus inimigos que sempre agiram na escuridão. Com a escuridão da história, as verdades de sempre foram sendo esquecidas aos poucos. E acabamos por ver esse mundo moderno mergulhado na lama de pecados e no esquecimento das Verdades perenes. Precisamos ser novos vaga-lumes. Mostrar que a Luz não "morreu". Devemos viver uma vida santa: Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus. (São Mateus, 5:16).