Mas porque Almas Castelos? Eu conheci algumas. São pessoas cujas almas se parecem com um castelo. São fortes e combativas, contendo no seu interior inúmeras salas, cada qual com sua particularidade e sua maravilha. Conversar, ouvir uma história... é como passear pelas salas de sua alma, de seu castelo. Cada sala uma história, cada conversa uma sala. São pessoas de fé flamejante que, por sua palavra, levam ao próximo: fé, esperança e caridade. São verdadeiras fortalezas como os muros de um Castelo contra a crise moral e as tendências desordenadas do mundo moderno. Quando encontramos essas pessoas, percebemos que conhecer sua alma, seu interior, é o mesmo que visitar um castelo com suas inúmeras salas. São pessoas que voam para a região mais alta do pensamento e se elevam como uma águia, admirando os horizontes e o sol... Vivem na grandeza das montanhas rochosas onde os ventos são para os heróis... Eu conheci algumas dessas águias do pensamento. Foram meus professores e mestres, meus avós e sobretudo meus Pais que enriqueceram minha juventude e me deram a devida formação Católica Apostolica Romana através das mais belas histórias.

A arte de contar histórias está sumindo, infelizmente.

O contador de histórias sempre ocupou um lugar muito importante em outras épocas.

As famílias não têm mais a união de outrora, as conversas entre amigos se tornaram banais. Contar histórias: Une as famílias, anima uma conversa, torna a aula agradável, reata as conversas entre pais e filhos, dá sabedoria aos adultos, torna um jantar interessante, aguça a inteligência, ilustra conferências... Pense nisso.

Há sempre uma história para qualquer ocasião.

“Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc. 16:15)

Nosso Senhor Jesus Cristo ensinava por parábolas. Peço a Nossa Senhora que recompense ao cêntuplo, todas as pessoas que visitarem este Blog e de alguma forma me ajudarem a divulga-lo. Convido você a ser um seguidor. Autorizo a copiar todas as matérias publicadas neste blog, mas peço a gentileza de mencionarem a fonte de onde originalmente foi extraída. Além de contos, estórias, histórias e poesias, o blog poderá trazer notícias e outras matérias para debates.
Agradeço todos os Sêlos, Prêmios e Reconhecimentos que o Blog Almas Castelos recebeu. Todos eles dou para Nossa Senhora, sem a qual o Almas Castelos não existiria. Por uma questão de estética os mesmos foram colocados na barra lateral direita do Blog. Obrigado. Que a Santa Mãe de Deus abençoe a todos.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O melhor livro depois do Evangelho e das Sagradas Escrituras

Santo Inácio de Loyola, no tempo em que esteve em uma gruta em Manresa, leu um livrinho cujo autor era anônimo. Magnífico livro era esse. Ao que consta, uma parte dele foi escrita como regra para monges, depois vieram outros textos que acrescidos ao primeiro recebeu o nome de Imitação de Cristo, se transformando assim num livrinho.

De fato, tão profundo e maravilhoso, que mereceu ser considerado o melhor dos livros, depois dos Evangelhos e das Sagradas Escrituras.

Como dos 66 manuscritos, 60 trazem a assinatura de Tomás de Kempis, na mais respeitada cópia, conhecida como Kempense, escrita em 1441, então atribuiu-se a Tomás de Kempis a autoria do Santo Livrinho.

Trago as primeiras palavras da Imitação de Cristo, para meditação, nesta época de quaresma:

Quem me segue não anda nas trevas, diz o Senhor (Jo 8,12). São estas as palavras de Cristo, pelas quais somos advertidos que imitemos sua vida e seus costumes, se verdadeiramente queremos ser iluminados e livres de toda cegueira de coração. Seja, pois, o nosso principal empenho meditar sobre a vida de Jesus Cristo.

A doutrina de Cristo é mais excelente que a de todos os santos, e quem tiver seu espírito encontrará nela um maná escondido. Sucede, porém, que muitos, embora ouçam freqüentemente o Evangelho, sentem nele pouco enlevo: é que não possuem o espírito de Cristo. Quem quiser compreender e saborear plenamente as palavras de Cristo é-lhe preciso que procure conformar à dele toda a sua vida.

Que te aproveita discutires sabiamente sobre a SS. Trindade, se não és humilde, desagradando, assim, a essa mesma Trindade? Na verdade, não são palavras elevadas que fazem o homem justo; mas é a vida virtuosa que o torna agradável a Deus. Prefiro sentir a contrição dentro de minha alma, a saber defini-la. Se soubesses de cor toda a Bíblia e as sentenças de todos os filósofos, de que te serviria tudo isso sem a caridade e a graça de Deus? Vaidade das vaidades, e tudo é vaidade (Ecle 1,2), senão amar a Deus e só a ele servir. A suprema sabedoria é esta: pelo desprezo do mundo tender ao reino dos céus.

Vaidade é, pois, buscar riquezas perecedoras e confiar nelas. Vaidade é também ambicionar honras e desejar posição elevada. Vaidade, seguir os apetites da carne e desejar aquilo pelo que, depois, serás gravemente castigado. Vaidade, desejar longa vida e, entretanto, descuidar-se de que seja boa. Vaidade, só atender à vida presente sem providenciar para a futura. Vaidade, amar o que passa tão rapidamente, e não buscar, pressuroso, a felicidade que sempre dura.

Lembra-te a miúdo do provérbio: Os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos de ouvir (Ecle 1,8). Portanto, procura desapegar teu coração do amor às coisas visíveis e afeiçoá-lo às invisíveis: pois aqueles que satisfazem seus apetites sensuais mancham a consciência e perdem a graça de Deus.

(Livro: A Imitação de Cristo - Tomás de Kempis)

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Os Sacramentos - Matrimônio

O Matrimônio é um Sacramento instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, que estabelece uma união santa e indissolúvel entre o homem e a mulher, e lhes dá a graça de se amarem um ao outro santamente, e de educarem cristãmente seus filhos.

O Matrimônio foi instituído pelo próprio Deus no Paraíso terrestre; e no Novo
Testamento foi elevado por Jesus Cristo à dignidade de Sacramento.

O Sacramento do Matrimônio significa a união indissolúvel de Jesus Cristo com a Santa Igreja, sua esposa e nossa Mãe amantíssima.

Diz-se que o vínculo do Matrimônio é indissolúvel, isto é, que não se pode quebrar senão pela morte de um dos cônjuges, porque assim o estabeleceu Deus desde o começo, e assim o proclamou solenemente Jesus Cristo, Senhor Nosso.

No Matrimônio entre cristãos o contrato não se pode separar do Sacramento, porque para eles o Matrimônio não é outra coisa senão o mesmo contrato natural, elevado por Jesus Cristo à dignidade de Sacramento. Entre os cristãos não pode haver verdadeiro Matrimônio que não seja Sacramento.

O Sacramento do Matrimônio produz os seguintes efeitos:

1º dá um aumento da graça santificante;
2º confere a graça especial para se cumprirem fielmente todos os deveres matrimoniais.

Para quem pensa que é o Padre o Ministro do Sacramento do Matrimônio, se enganou.

OS MINISTROS do Sacramento do Matrimônio são os mesmos esposos, que reciprocamente conferem e recebem o Sacramento.

Este Sacramento, porque conserva a natureza de contrato, é administrado pelos mesmos contraentes, declarando na presença do próprio pároco, ou de outro Sacerdote devidamente autorizado, e de duas testemunhas, que se unem em matrimônio.

Para que serve então a bênção que o pároco dá aos esposos?
A bênção que o pároco dá aos esposos não é necessária para constituir o Sacramento, mas é dada para sancionar em nome da Igreja a sua união, e para atrair sempre mais sobre eles as bênçãos de Deus.

Quem contrai Matrimônio deve ter intenção:

1º de fazer a vontade de Deus, que o chama a tal estado;
2º de procurar nele a salvação da própria alma;
3º de educar cristãmente os filhos, se Deus lhos der.

Os esposos, para receber com fruto o Sacramento do Matrimônio, devem:

1º encomendar-se de todo o coração a Deus, para conhecer a sua vontade e para alcançar d’Ele as graças que são necessárias em tal estado;
2º consultar os próprios pais, antes de chegar ao noivado, como o exige a obediência e o respeito devido aos mesmos;
3º preparar-se com uma boa confissão, até mesmo geral, se for necessário, de toda a vida;
4º evitar toda a familiaridade perigosa de trato e de palavras, ao conversarem mutuamente. antes de receberem este Sacramento.

Obrigações das pessoas unidas em Matrimônio:

1º guardar inviolada a fidelidade conjugal, e proceder sempre cristãmente em tudo;
2º amar-se mutuamente, suportando-se um ao outro com paciência, e viver em paz e harmonia;
3º se têm filhos, cuidar seriamente de prover às suas necessidades, dar-lhes educação cristã, e deixar-lhes a liberdade de escolher o estado de vida a que Deus os chamar.

Condições e impedimentos do Matrimônio

Para contrair VALIDAMENTE o Matrimônio cristão é necessário estar livre de qualquer impedimento matrimonial dirimente, e dar livremente o próprio consentimento ao contrato do Matrimônio na presença do próprio pároco ou de um Sacerdote devidamente autorizado, e de duas testemunhas.

Para contrair LICITAMENTE o Matrimônio cristão, é necessário estar livre dos impedimentos matrimoniais impedientes, estar instruído nas verdades principais da religião, e estar em estado de graça. Se não estiver em estado de graça, isto é, sem pecado, deve se confessar, pois casar com pecado grave é cometer um sacrilégio.

Os impedimentos matrimoniais são certas circunstâncias que tornam o matrimônio ou inválido ou ilícito. No primeiro caso chamam-se impedimentos dirimentes, no segundo impedimentos impedientes.

Impedimentos dirimentes são, por exemplo, a consangüinidade até ao terceiro grau, o parentesco espiritual, o voto solene de castidade, a diversidade de culto entre batizados e não batizados etc.

Impedimento impediente é, por exemplo, o voto simples de castidade etc.

Os fiéis são obrigados a manifestar à autoridade eclesiástica os impedimentos matrimoniais que conhecem; e é por isso que os párocos fazem as publicações, isto é, lêem os pregões dos que se vão casar.

Só a Igreja tem o poder de estabelecer impedimentos e de julgar da validade do Matrimônio entre os cristãos, como só a Igreja pode dispensar daqueles impedimentos que Ela estabeleceu, por que só a Ela conferiu Jesus Cristo direito de promulgar leis e decisões acerca das coisas sagradas.

O vínculo do Matrimônio cristão não pode ser dissolvido pela autoridade civil, porque esta não pode ingerir-se em matéria de Sacramentos, nem separar o que Deus uniu.

O casamento civil não é mais que uma formalidade prescrita pela lei para os cidadãos, a fim de dar e de assegurar os efeitos civis aos casados e aos seus filhos.

Um cristão não pode celebrar somente o contrato civil, porque este não é Sacramento, e portanto não é um verdadeiro matrimônio.

Os esposos que convivessem juntos, unidos somente pelo casamento civil, estariam em estado habitual de pecado mortal, e a sua união seria sempre ilegítima diante de Deus e da Igreja.

Deve fazer-se também o contrato civil, porque, embora não seja ele Sacramento, serve, no entanto, para garantir aos casados e a seus filhos os efeitos civis da sociedade conjugal; eis porque, como regra geral, a autoridade eclesiástica não permite o casamento religioso, quando não se cumprem as formalidades prescritas pela autoridade civil.

Catecismo de São Pio X

Publicado também no Blog Jovens e Namoros

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Os Sacramentos - Extrema-Unção e Ordem


Os Sacramentos - Extrema-Unção ou Unção dos Enfermos.

A Extrema-Unção é o Sacramento instituído para alívio espiritual e também temporal dos enfermos em perigo de vida. Produz os seguintes efeitos:

1º aumenta a graça santificante;
2º apaga os pecados veniais e também os mortais que o enfermo arrependido já não possa confessar;
3º tira a fraqueza e languidez para o bem, que fica, ainda depois de se ter alcançado o perdão dos pecados;
4º dá força para suportar pacientemente o mal, para resistir às tentações, e para
morrer santamente;
5º ajuda a recuperar a saúde do corpo, se isso for útil à salvação da alma.

A Extrema-Unção deve receber-se quando a doença é grave e correr risco de vida.

Vários casos já houve do doente receber a Extrema-Unção e depois ficar curado.

Os Sacramentos - Ordem

A Ordem é o Sacramento que dá o poder de exercitar os ministérios sagrados que se referem ao culto de Deus e à salvação das almas, e que imprime na alma de quem o recebe o caráter de ministro de Deus.

Chama-se Ordem porque consiste em vários graus, uns subordinados aos outros, dos quais resulta a sagrada Hierarquia. Esses graus são:

Supremo entre eles é o Episcopado, que contém a plenitude do Sacerdócio; em seguida o Presbiterado ou Sacerdócio simples; depois o Diaconato e as Ordens que se chamam menores.

Jesus Cristo instituiu a Ordem Sacerdotal na Última Ceia, quando conferiu aos
Apóstolos e aos seus sucessores o poder de consagrar a Santíssima Eucaristia. E no dia da sua ressurreição conferiu aos mesmos o poder de perdoar e de reter os pecados, constituindo-os assim os primeiros Sacerdotes da Nova Lei em toda a plenitude do seu poder.

O MINISTRO deste Sacramento é só o Bispo.

O Sacerdócio católico é necessário na Igreja, porque sem ele os fiéis estariam privados do Santo Sacrifício da Missa e da maior parte dos Sacramentos; não teriam quem os instruísse na fé, e ficariam como ovelhas sem pastor à mercê dos lobos; em suma, não existiria a Igreja como Cristo a instituiu.

O Sacerdócio católico, não obstante a guerra que contra ele move o Inferno, há de durar até o fim dos séculos, porque Jesus Cristo prometeu que as potências do Inferno não prevaleceriam jamais contra a sua Igreja.

Desprezar os Sacerdotes é pecado gravíssimo, porque o desprezo e as injúrias que se dirigem contra os Sacerdotes recaem sobre o próprio Jesus Cristo, que disse aos seus Apóstolos: Quem a vós despreza, a Mim despreza.

Catecismo de São Pio X

A Sabedoria de Daniel


Em Babilônia vivia um homem de nome Joaquim. Estava casado com uma senhora chamada Susana filha de Helcias, que era muito bonita e religiosa. Também seus pais eram pessoas justas e tinham educado a filha de acordo com a Lei de Moisés. Joaquim era muito rico e tinha um parque confinante com sua casa; junto dele afluíam os judeus, por ser o mais respeitado de todos.

Ora, naquele ano dois anciãos do povo tinham sido apontados como juízes, a respeito dos quais o Senhor tinha dito: De Babilônia brotou a iniqüidade, da parte de anciãos-juízes que aparentemente governavam o povo . Eles freqüentavam a casa de Joaquim, e todos os que tinham alguma questão se dirigiam a eles.

Ora, quando pelo meio-dia o povo se tinha dispersado, Susana ia passear no parque do marido. Os dois anciãos viam-na todos os dias entrar e passear, e acabaram se apaixonando por ela. Fizeram o contrário do que deveriam ter feito, evitando erguer os olhos para o Céu e esquecendo os justos juízos de Deus. Embora ambos se sentissem perdidamente apaixonados por ela, contudo um não traía ao outro o seu sofrimento, porque ainda sentiam vergonha de manifestar o desejo ardente de a possuir. Todos os dias espreitavam avidamente por vê-la.

Certo dia um disse ao outro: Vamos para casa, é hora de almoço!

Mas quando saíram e se separaram um do outro, deram um giro, acabando por encontrar-se no mesmo ponto... Forçados portanto a se explicar, finalmente confessaram um ao outro sua paixão; então combinaram espreitar uma eventual ocasião de a encontrar a sós.

Ora, enquanto os dois estavam à espreita duma ocasião favorável, certo dia Susana entrou no parque segundo seu costume, acompanhada apenas por duas mocinhas; é que queria tomar banho por causa do calor intenso. Não havia lá ninguém, exceto os dois velhos que estavam escondidos e a espreitavam. Então ela ordenou às mocinhas: Por favor, ide buscar-me azeite e perfumes e trancai as portas do parque, enquanto tomo banho! Elas obedeceram, trancando as portas do parque e retirando-se por uma porta lateral, para buscar o que a patroa tinha pedido, sem se darem conta que os velhos estavam lá escondidos.

Apenas as duas mocinhas tinham saído, os dois velhos se levantaram e correram para Susana, dizendo: Olha, as portas do parque estão trancadas e ninguém nos vê; nós estamos apaixonados por ti: faze-nos a vontade e entrega-te a nós! Caso contrário, nós deporemos contra ti que um moço estava contido e foi por isso quemandaste embora as meninas. Então Susana deu um suspiro, exclamando: Vejo-me encurralada de todos os lados. Pois se fizer isto, espera-me a morte, mas se não o fizer, não escaparei das vossas mãos. Contudo prefiro cair inocente em vossas mãos a pecar na presença do Senhor. Então ela se pôs a gritar em altas vozes, mas também os dois velhos gritaram contra ela.

Um deles correu para as portas do parque e as abriu. Quando a gente da casa ouviu a gritaria no parque, precipitaram-se pela porta dos fundos para ver o que lhe estaria sucedendo. Mas quando os velhos apresentaram a sua versão dos fatos, os empregados ficaram muito constrangidos, porque jamais se tinha ouvido falar de qualquer deslize de Susana.

Quando no dia seguinte o povo se reuniu em casa do seu marido Joaquim, os dois anciãos vieram animados pela intenção criminosa de conseguir sua condenação à morte; por isso se dirigiram ao povo reunido:

Mandai comparecer a Susana filha de Helcias, mulher de Joaquim!

Mandaram-na portanto chamar. Ela compareceu em companhia dos pais e filhos e de todos os parentes.

Ora, Susana era mulher de aparência exuberante e de extraordinária beleza. Como ela se apresentasse com o rosto velado, os dois malvados mandaram tirar-lhe o véu, para se embriagarem da sua beleza. Seus familiares e todos os parentes choravam.

Os dois velhos se levantaram no meio do povo e puseram as mãos sobre a cabeça de Susana. Mas, entre lágrimas, ela olhou para o céu, pois seu coração tinha confiança no Senhor. Em seguida os anciãos deram este depoimento: Enquanto estávamos passeando a sós no parque, esta mulher entrou com duas mocinhas e mandou fechar as portas do parque, para depois mandá-las embora. Então um moço, que estava escondido, aproximou-se dela e com ela se deitou. Quando nós, do canto do parque onde estávamos, vimos esta infâmia, corremos para eles e os surpreendemos juntos. Não conseguimos, é verdade, agarrar o moço, porque era mais forte que nós, e assim abriu as portas e sumiu. A esta mulher, porém, agarramos e lhe perguntamos, quem era aquele moço. Mas ela não o quis revelar. Disto nós damos testemunho. A assembléia lhes deu crédito como a anciãos do povo e juízes que eram, e a condenou à morte.

Susana, porém, gritou em alta voz e rezou: Ó Deus eterno que conheces os segredos e sabes tudo antes que aconteça, tu bem sabes que eles proferiram falso testemunho contra mim! Eis que vou morrer, embora não tenha cometido o crime do qual maldosamente me acusam! E o Senhor escutou a sua voz.

Enquanto Susana estava sendo conduzida para a execução, o Senhor excitou o santo espírito dum jovem de nome Daniel, e ele gritou em altas vozes: Sou inocente do sangue desta pessoa! Então todo o povo se voltou para ele e perguntou: O que queres dizer com isto? De pé, no meio deles, ele respondeu: Então sois tão insensatos assim, israelitas? Sem inquérito sério e sem provas concludentes condenastes uma filha de Israel! Voltai ao tribunal, por que estes malvados deram falso testemunho contra ela!

Então todo o povo voltou apressadamente, e os anciãos convidaram a Daniel, dizendo: Tem a bondade de tomar lugar em nosso meio e presta-nos o teu depoimento, pois Deus te concedeu o privilégio da idade. Daniel lhes disse: Separai-os longe um do outro, para os poder submeter a interrogatório! Quando foram separados um do outro, Daniel chamou a um deles e lhe disse: Velho encarquilhado e cheio de crimes! Agora vêm à luz os pecados que cometias antes, proferindo sentenças injustas, condenando os inocentes e absolvendo os culpados, quando o Senhor ordena: Ao inocente e ao justo não os matarás! Pois bem! Se a viste tão bem, dize-me à sombra de qual árvore os viste abraçados?

O outro respondeu: À sombra duma aroeira.

Daniel respondeu: Mentiste direto contra tua cabeça, pois o anjo de Deus já recebeu dele ordem de te cortar pelo meio!

Tendo-o despedido, mandou vir o outro e lhe disse: Raça de Canaã e não de Judá! A beleza te fascinou e a paixão perverteu teu coração. É assim que procedíeis com as mulheres israelitas, e elas por medo vos faziam a vontade; mas esta mulher judia não suportou vossa iniqüidade. Ora bem! Dize-me debaixo de que árvore os surpreendeste a se entreterem?

Ele respondeu: Foi debaixo duma azinheira.

Daniel lhe respondeu: Também tu mentiste diretamente contra tua cabeça! Pois o anjo de Deus já está à espera, com a espada na mão, para te cortar ao meio e dar cabo de vós.

Toda a assistência pôs-se a gritar em voz alta, dando graças a Deus que salva os que nele esperam. Voltaram-se contra os dois velhos, porque Daniel os tinha convencido por suas próprias palavras que eram falsas testemunhas. Segundo a Lei de Moisés, aplicaram-lhes a pena que maldosamente tinham tramado contra o próximo, e os mandaram matar.

Desta maneira, naquele dia foi salva uma vida inocente.

Helcias e sua mulher louvaram a Deus por causa da sua filha e o mesmo fizeram Joaquim, esposo de Susana, e todos os seus familiares; eles louvaram a Deus, porque nela não foi achada qualquer coisa que merecesse reprovação.

(Dan 13, 1-62)

Fonte: Catecismo de São Pio X

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Os Sacramentos - Santíssima Eucaristia e Penitência

A Eucaristia é um Sacramento que, pela admirável conversão de toda a substância do pão no Corpo de Jesus Cristo, e de toda a substância do vinho no seu precioso Sangue, contém verdadeira, real e substancialmente o Corpo, Sangue, Alma e Divindade do mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor, debaixo das espécies de pão e de vinho, para ser nosso alimento, espiritual. Está na Eucaristia o mesmo Jesus Cristo que está no Céu e que nasceu, na terra, da Santíssima Virgem.

A MATÉRIA do Sacramento da Eucaristia é a que foi empregada por Jesus Cristo. a saber: o pão de trigo e o vinho de uva.

A FORMA: São as palavras usadas por Jesus Cristo: Isto é o meu Corpo: este é o meu Sangue.

Para fazer uma comunhão bem feita, são necessárias três coisas:

1º Estar em estado de graça, ou seja, sem pecado. Se tiver pecado, é preciso confessar-se antes de comungar.
2º Estar em jejum desde uma hora antes da comunhão;
3º Saber o que se vai receber e aproximar-se da sagrada Comunhão com devoção.

Quem comungasse em pecado mortal, receberia a Jesus Cristo, mas cometeria sacrilégio e incorreria na sentença de condenação.

Antes de comungar, é preciso nos preparar, rezando e meditando, considerando quem é Aquele que vãos receber. Depois da comunhão faz-se a ação de graças, ou seja, nos conservarmos recolhidos a honrar a presença do Senhor dentro de nós mesmos, renovando os atos de fé, de esperança, de caridade, de adoração, de agradecimento, de oferecimento e de súplica, pedindo sobretudo aquelas graças que são mais necessárias para nós e para aqueles por quem somos obrigados a orar. Ter um bom catecismo, ajuda muito, pois lá tem todas essas orações e preparações.

O MINISTRO do Sacramento da Eucaristia é o sacerdote ou o religioso com poderes para rezar a Santa Missa, pois é na Santa Missa que a Hóstia é consagrada.

O SACRAMENTO DA PENITÊNCIA OU CONFISSÃO.

O Sacramento da Penitência, chamada também Confissão, é o Sacramento instituído por Jesus Cristo para perdoar os pecados cometidos depois do Batismo.

Dá-se a este Sacramento o nome de Penitência, porque, para obter o perdão dos pecados, é necessário detestá-los com arrependimento e porque quem cometeu uma falta deve sujeitar-se à pena que o Sacerdote impõe.

Chama-se este Sacramento também Confissão, porque, para alcançar o perdão dos pecados, não basta detestá-los, mas é necessário acusar-se deles ao Sacerdote, isto é, confessá-los.

Jesus Cristo instituiu o Sacramento da Penitência no dia da sua Ressurreição, quando, depois de entrar no cenáculo, deu solenemente aos seus Apóstolos o poder de perdoar os pecados, soprando sobre eles, e dizendo: Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos.

A MATÉRIA do Sacramento da Penitência, distingue-se em remota e próxima. A remota é constituída pelos pecados cometidos pelo penitente depois do Batismo, e a matéria próxima são os atos do próprio penitente, isto é, a contrição, a acusação e a satisfação.

A FORMA do Sacramento da Penitência é esta: Eu te absolvo dos teus pecados.

O MINISTRO do Sacramento da Penitência é o Sacerdote aprovado pelo Bispo para ouvir confissões. O Sacerdote deve ser aprovado pelo Bispo para ouvir confissões, porque, para administrar validamente este Sacramento, não basta o poder da Ordem, mas é necessário também o poder de jurisdição, isto é, a faculdade de julgar, que deve ser dada pelo Bispo.

As partes do Sacramento da Penitência são: a contrição, a confissão e a satisfação da parte do pecador, a absolvição da parte do sacerdote.

A contrição ou a dor dos pecados é um desgosto da alma, pelo qual se detestam os pecados cometidos, e se propõe não os tornar a cometer no futuro. A confissão consiste na acusação distinta dos nossos pecados ao confessor, para dele recebermos a absolvição e a penitência. A satisfação ou penitência é a oração ou outra boa obra, que o confessor impõe ao pecador em expiação dos seus pecados. A absolvição é a sentença que o Sacerdote pronuncia em nome de Jesus Cristo, para perdoar os pecados ao pecador.

Não é possível fazer uma boa confissão sem fazer um bom exame de consciência, ou seja, verificar em nosso interior o desrespeito aos 10 mandamentos da Lei de Deus e aos 5 mandamentos da Igreja. Por isso é bom ter sempre em mãos um BOM E ANTIGO CATECISMO, POIS LÁ NORMALMENTE HÁ COMO SE FAZ UM BOM EXAME DE CONSCIENCIA. Recomendo o catecismo que uso para fazer essa postagem: Catecismo de São Pio X, muito fácil de se achar na Internet e de fazer o download gratuitamente.

PARA SE FAZER UMA PERFEITA E VÁLIDA CONFISSÃO, É NECESSÁRIO: fazer o exame de consciência, acusar-se dos pecados ao padre, arrepender-se dos pecados cometidos, prometer não faze-los mais (rezar o ato de contrição), deve-se crer que o padre tem o poder de absolvição, e cumprir a penitencia que o padre nos ordenou.

DEVE-SE ACUSAR-SE POR INTEIRO, OU SEJA, É NECESSÁRIO ACUSAR-SE DE TODOS OS PECADOS DE QUE SE LEMBRA TER COMETIDO. SE, POR VERGONHA OU OUTRO MOTIVO, OCULTAR ALGUM PECADO, ALÉM DA CONFISSÃO NÃO SER VÁLIDA AINDA COMETE-SE UM PECADO DE SACRILÉGIO.

POR ISSO SÓ DEVE SE APROXIMAR DO CONFISSIONÁRIO AQUELE QUE ESTIVER ARREPENDIDO VERDADEIRAMENTE E QUISER IR PARA O CÉU, POIS CASO CONTRÁRIO, MELHOR NEM SE CONFESSAR.

Uma boa confissão:
1º perdoa-nos os pecados cometidos, e dá-nos a graça de Deus;
2o restitui-nos a paz e o sossego de consciência;
3º reabre-nos as portas do Paraíso, e comuta a pena eterna do inferno em pena
temporal;
4º preserva-nos das recaídas, e torna-nos capazes de ganhar indulgências.

Fonte: Catecismo de São Pio X

MEUS AMIGOS E AMIGAS, NÃO DEIXEM DE LER ESTES DOIS EPISÓDIOS DE UMA MÁ CONFISSÃO:

http://almascastelos.blogspot.com/2011/03/melhor-conselho-que-eu-posso-lhe-dar.html

http://almascastelos.blogspot.com/2010/06/pelagio-e-confissao.html

Os Sacramentos - Confirmação ou Crisma


A CONFIRMAÇÃO, ou CRISMA, é um Sacramento que nos dá o Espírito Santo, imprime na nossa alma o caráter de soldados de Cristo, e nos faz perfeitos cristãos.

O Sacramento do Crisma aperfeiçoa em nós os dons recebidos no Batismo, por isso se chama CONFIRMAÇÃO. Os dons do Espírito Santo que recebemos na CONFIRMAÇÃO, são sete:

1º Sabedoria,
2º Entendimento;
3º Conselho;
4º Fortaleza;
5º Ciência;
6º Piedade;
7º Temor de Deus.

A MATÉRIA deste Sacramento, além da imposição das mãos do Bispo, é a unção feita na fronte da pessoa batizada, com o santo Crisma (um óleo bento especialmente para isso); por isso, este Sacramento se chama também Crisma, que significa Unção. O santo Crisma é óleo de oliveira misturado com bálsamo, e consagrado pelo Bispo na Quinta-Feira Santa.

A FORMA deste Sacramento é esta: “Recebe o sinal do dom do Espírito Santo, que substituiu a antiga: Eu te assinalo com o sinal da Cruz, e te confirmo com o Crisma da salvação, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Assim seja.”

O MINISTRO é só o Bispo.

O Bispo, para administrar o Sacramento da Confirmação, primeiro estende as mãos sobre os que estão para se crismar, invocando sobre eles o Espírito Santo; em seguida faz uma unção em forma de cruz com o santo Crisma na fronte de cada um, dizendo as palavras da forma; depois, com a mão direita, dá uma leve bofetada na face do crismado, dizendo: “A paz seja contigo”; e no fim abençoa solenemente todos os crismados. Dá-se uma leve bofetada na face do crismado para que saiba que deve estar pronto a sofrer todas as afrontas e todas as penas pela fé e amor de Jesus Cristo.

Também na CONFIRMAÇÃO há padrinhos e madrinhas, para que estes, com as palavras e com os exemplos, orientem o crismado no caminho da salvação e o auxiliem nos combates espirituais. O padrinho deve ser de idade conveniente, católico, crismado, instruído nas coisas mais necessárias da religião e de bons costumes; e deve ser do mesmo sexo que o crismado. O padrinho de Crisma também contrai parentesco espiritual com o crismado; mas este parentesco não é impedimento para o matrimônio.

Fonte: Catecismo de São Pio X

Os Sacramentos - Batismo


Depois que eu fiz a postagem sobre os Pecados contra o Espírito Santo, recebí alguns e-mails pedindo que publicasse sobre a Confissão e os Sacramentos. Como a Confissão ou Sacramento da Penitencia (são a mesma coisa) é um Sacramento, faço a postagem sobre os Sacramentos.

Pela palavra Sacramento entende-se um sinal sensível e eficaz da graça, instituído por Jesus Cristo, para santificar as nossas almas.

Chamo aos Sacramentos sinais sensíveis e eficazes da graça, porque todos os Sacramentos significam, por meio de coisas sensíveis, a graça divina que eles produzem na nossa alma.

Por exemplo: No Batismo, o ato de derramar a água sobre cabeça da pessoa, e as palavras: Eu te batizo, isto é, eu te lavo, em nome do Padre e do Filho e do Espírito Santo, são um sinal sensível do que o Batismo opera na alma; porque assim como a água lava o corpo, assim a graça, dada pelo Batismo, purifica a alma, do pecado.

Os Sacramentos são sete, a saber: Batismo, Confirmação, Eucaristia, Penitência, Extrema-Unção, Ordem e Matrimônio.

Para fazer um Sacramento requerem-se:

1) MATÉRIA é a coisa sensível que se emprega para os fazer; como, por exemplo, a água natural no Batismo, o óleo e o bálsamo na Confirmação.

2) FORMA são as palavras que se proferem para os fazer.

3) MINISTRO é a pessoa que faz ou confere os Sacramentos.

Os Sacramentos do Batismo, da Confirmação e da Ordem, só podem ser recebidos uma única vez porque imprimem caráter, ou seja, colocam em nós um sinal espiritual que nunca se apaga. (no Batismo, como membros de Jesus Cristo; na Confirmação, como seus soldados; na Ordem, como seus ministros)

PRIMEIRO SACRAMENTO: BATISMO.

No Batismo nos tornamos cristãos, e recebemos a primeira graça santificante. Apaga todos os nossos pecados, faz-nos filhos de Deus, membros da Igreja e herdeiros do Paraíso.

A MATÉRIA DO BATISMO é a água natural, que se derrama sobre a cabeça do que é batizado.

A FORMA DO BATISMO é: “Eu te batizo em nome do Padre e do Filho e do Espírito Santo”

O MINISTRO DO BATISMO: Por direito compete aos Bispos e Párocos, mas em caso de necessidade e perigo de vida qualquer pessoa pode batizar, seja homem ou seja mulher, e até um herege ou um infiel, contanto que realize o rito do Batismo e tenha intenção de fazer o que faz a Igreja.

Se impõe o nome de um Santo ao que se batiza para o pôr sob a especial proteção de um padroeiro celeste, e para o animar a imitar-lhe os exemplos.
Os padrinhos e as madrinhas do Batismo são aquelas pessoas que por disposição da Igreja seguram as crianças junto à pia batismal, respondem por elas, e ficam responsáveis, diante de Deus, pela educação cristã das mesmas, especialmente se vierem a faltar os pais. Por essa razão deve-se escolher para padrinhos e madrinhas pessoas católicas e de bons costumes. Os padrinhos contraem um parentesco espiritual com o batizado, e este parentesco origina impedimento de matrimônio com o mesmo.

Fonte: Catecismo de São Pio X

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Nos perigos da noite


Há muitas recompensas em fazer um blog Católico. Eu tive várias. A primeira, sem duvida, a alegria de estar agradando a Deus e estar fazendo apostolado. Onde a voz não alcança, a internet chega, e assim se consegue falar ao mundo todo. A segunda, é a alegria de fazer muitos amigos. Todos incluo nas intenções de minhas orações. Uma amiga, a Taiana, deixou um comentário na minha postagem “O Milagre do Cristianismo”, indicando uma belíssima história e um boníssimo Blog “Obra dos Santos Anjos”. Gostei tanto da narrativa que resolvi postar aqui também, informando, claro, a origem com os seus devidos créditos:

"NÃO TEMERÁS O TERROR DA NOITE" (SL 90,5)

(Esta história aconteceu nos anos da grande crise econômica mundial em Chicago, nos Estados Unidos, entre 1930 e 1933)

Era ainda bem cedo, de madrugada, quando Dr. Braun foi despertado pelo seu telefone, que não deixava de tocar. Sonolento, ele tomou o telefone e ouviu uma voz que lhe falava de maneira suplicante: "O senhor é o Dr. Braun?" "Sim, sou eu". "Por favor, venha depressa! É muito urgente, se trata de vida ou de morte!" "Vou já. Onde o senhor mora?" "Alan Street n° 17, venha logo, por favor!"

Dr. Braun vestiu-se depressa, pegou a sua bolsa de médico e dirigiu-se para a rua indicada. Sozinho ele dirigiu seu carro nas ruas escuras da cidade. A região, para onde se dirigia, era distante do centro, num bairro em que nem durante o dia os habitantes se sentiam seguros.

Ele encontrou a casa facilmente. Era uma casa solitária. Estranhando por não ter a luz acesa, Dr. Braun aproximou-se da casa e bateu à porta. Depois de uma pausa bateu novamente e de novo não recebeu resposta. Quando bateu pela terceira vez, alguém perguntou com voz grossa: "Quem é?" "Sou eu" respondeu Dr. Braun. "Recebi uma chamada de emergência. É aqui a Alan Street n° 17?" "É, sim, mas ninguém chamou o senhor. É melhor que o senhor desapareça logo daqui!"

Dr. Braun foi-se embora procurando uma casa com luz acesa para encontrar o lugar onde a sua ajuda era necessária. Mas como tudo estava escuro, ele pensou ter anotado o número da casa errado, e até se acusou desta falta. E assim ele voltou para casa. Como não chegou um segundo telefonema, esqueceu-se do acontecimento, ... até que ele recebeu, algumas semanas mais tarde, de novo uma ligação - desta vez durante o dia - do serviço de emergência do hospital. A enfermeira explicava que um certo John Turner, que estava para morrer por causa de um acidente trágico, quis falar urgentemente com Dr. Braun. E ela acrescentou: "Dr. Braun, por favor, venha depressa, pois o homem já está para morrer e não quer dizer-nos porque ele insiste tanto em querer falar com o senhor".

Dr. Braun prometeu chegar logo, embora tivesse a certeza de não conhecer um John Turner. Isso também lhe confirmou o moribundo: "Dr. Braun, o senhor não me conhece, mas eu devo conversar com o senhor antes de morrer, para pedir perdão. O senhor com certeza se lembra de um telefonema durante a noite, algumas semanas atrás." "Sim, mas ..." "Fui eu. Sabe, há meses que me faltava o trabalho. Vendi todas as coisas preciosas da casa, mas mesmo assim não consegui nutrir a minha família. Não consegui mais suportar os olhares suplicantes de meus filhos, cheios de fome. No meu desespero decidi chamar um médico durante a noite. Foi meu plano matá-lo, roubar seu dinheiro e vender seus instrumentos".

Dr. Braun ficou paralisado de terror, mas mesmo assim ainda perguntou: "Mas eu cheguei. Porque, então, o senhor não me matou?" "Pensei que o senhor chegaria sozinho, mas quando vi este grande, forte e jovem varão ao seu lado, fiquei com medo e rejeitei rudemente o senhor. Perdoe-me, por favor". "Claro que vou perdoar", murmurava Dr. Braun, perturbado. E dele apoderou-se um horror; ele nunca imaginava que aquela ligação, que tinha considerado como engano, fosse uma insídia mortal, da qual nem sabia como escapara. E menos pensava ainda que seu Anjo da Guarda (ao qual ele atribuiu depois esta proteção misteriosa) tinha salvado sua vida naquela noite. Porque aquele varão forte, grande e jovem só tinha aparecido àquele que quis assassiná-lo e que agora lhe pedia perdão, encontrando-se já no leito de morte.Como são admiráveis os caminhos de Deus! Quantas vezes nossos Anjos nos protegem de um prejuízo, de um perigo iminente, sem que nós fiquemos consciente disso.

História do Blog Obra dos Santos Anjos

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

O milagre do cristianismo


Admiramos, e com razão, as obras de Platão, de Aristóteles e de outros engenhos. E que conseguiram eles com toda sua sabedoria?

Com quanto acerto e elevação não escreve Platão sobre a divindade! Platão não conseguiu, entretanto, arrebatar da idolatria uma única cidade, uma única aldeia, nem a rua em que habitava. Com que facúndia não discorriam Sócrates, Cícero, Sêneca e Marco Aurélio sobre as virtudes e as obrigações dos homens! Mas eles não puderam arrancar seu povo, nem a própria família, da profunda corrupção em que se achavam...

Rudes e humildes pescadores da Galiléia anunciam a doutrina de Cristo com simplicidade e realizam a obra maravilhosa: transformar, por completo, a face da Terra.

É o milagre do cristianismo!

Encerram, aliás, os ensinamentos de Jesus uma particularidade sobremaneira notável, que vem a ser a insistência com que eles fazem realçar a bondade e a misericórdia de Deus, atributos nem sequer suspeitados pelos pagãos, se bem que não desconhecidos dos judeus. Para estes era Deus um Soberano Senhor, um Senhor Onipotente que era mister adorar e temer; para os discípulos de Jesus, porém, era sobretudo a bondade por essência: Deus caritas est.

(Lendas do Céu e da Terra - L.F.)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Madre Mariana de Jesus Torres


Madre Mariana de Jesus Torres, nasceu na Espanha em 1563. Desde cedo se dedicou à vida religiosa. Aos 13 anos de idade, com sua Tia Madre Maria e mais algumas outras freiras, foi para a cidade de Quito, no Equador, para a fundação do Mosteiro Real da Imaculada Conceição. No caminho o demônio lhe apareceu querendo destruir a embarcação para que o Mosteiro não fosse fundado. Mas Nossa Senhora venceu o inimigo e as águas do mar se acalmaram, pois o demônio produzia grandes ondas afim de afundar o navio.

De santidade incomum recebeu a visita de Nossa Senhora por várias vezes.

O livro que relata sua vida e a fundação do Mosteiro Real é magnífico. Peço que leiam, por que não encontrarão livro igual.

Pode ser conseguido gratuitamente no link abaixo:

http://alexandriacatolica.blogspot.com.br/2011/10/vida-admiravel-da-reverendissima-madre.html

Repito: o livro é magnífico e tenho certeza de que fará muito bem para quem o ler.

Transcrevo parte do livro, onde Nossa Senhora dá uma mensagem para Madre Mariana de Jesus Torres:

Apagar-se-á a luz preciosa da fé nas almas; se desbordarão as paixões e haverá total corrupção dos costumes. Dar-se-ão muitos enormes sacrilégios. A atmosfera estará repleta do espírito de impureza o qual, a maneira de um mar imundo, correrá pelas ruas, praças e lugares públicos com uma liberdade assombrosa; não haverá quase inocência nas crianças nem pudor nas mulheres.

Chegarão momentos nos quais parecerá tudo perdido. Então é chegada a minha hora, na qual Eu, de uma maneira assombrosa, destronarei ao soberbo Satanás, pondo-o abaixo de meus pés, encadeando-o no abismo infernal, deixando por fim livres a Igreja e a Pátria dessa cruel tirania.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Beato Padre Miguel Pro - Preghiera alla Beata Vergine Addolorata

O Padre Miguel A. Pro, foi um dos Cristeros que resistiu à perseguição anti-cristã no México. Era jesuíta e morreu mártir no México. Foi beatificado pelo Papa João Paulo II. Desde pequeno foi virtuoso e alegre. Morreu como muitos outros mártires mexicanos, gritando: "Viva Cristo Rei".

Oração feita pelo Beato Padre Miguel Pro:

Preghiera alla Beata Vergine Addolorata

Lasciami vivere accanto a te, Madre mia,
per tenere compagnia alla tua solitudine
e al tuo profondo dolore!

Lasciami risentire nella mia anima
il pianto doloroso dei tuoi occhi
e l'abbandono del tuo cuore!

Non voglio sul cammino della mia vita
gustare la letizia di Betlemme, adorando il Bambino Gesù,
nelle tue braccia verginali.

Non voglio godere nella tua umile casa di Nazareth
della cara presenza di Gesù Cristo.

Né voglio unirmi al coro degli angeli
nella tua gloriosa Assunzione!

Voglio nella mia vita
gli scherni e le beffe del Calvario;
voglio la lenta agonia del Figlio tuo,
il disprezzo, l'ignominia, l'infamia della Croce.

Voglio, o Vergine Addolorata, stare vicino a te, in piedi,
per fortificare il mio spirito con le tue lacrime,
consumare il mio sacrificio col tuo martirio,
sostenere il mio cuore con la tua solitudine,
amare il mio e tuo Dio con l'immolazione di tutto il mio essere.

(Beato Miguel A. Pro S.J.)

TRADUÇÃO:

Deixe-me viver ao Seu lado, minha Mãe,
para fazer companhia a sua solidão
e a sua profunda dor!

Deixe-me sentir em minha alma
as pranto doloroso de teus olhos
e o abandono de seu coração!

Eu não quero no caminho da minha vida
desfrutar da alegria de Belém, adorando o Menino Jesus,
em seus braços virginais.

Eu não quero desfrutar em sua humilde casa de Nazaré
a presença querida de Jesus Cristo.

Nem quero unir-me ao coro dos anjos
na sua gloriosa Assunção!

Eu quero na minha vida
o desprezo e a zombaria do Calvário;
Eu quero a morte lenta de seu Filho,
o desprezo, a ignomínia, a infâmia da Cruz.

Quero, ó Virgem Dolorosa, estar perto de Ti, em pé,
para fortalecer o meu espírito com suas lágrimas,
consumar o meu sacrifício com o seu martírio,
apoiar o meu coração com a sua solidão,
amar o meu e o vosso Deus com o sacrifício de todo o meu ser.